terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

RxDxPx 02-02-2018

A primeira lembrança que tenho de um show do Ratos foi de um festival de skate e rock que rolou no centro de convenções em 19XX. Me lembro de alguns flashes, eu com uma jaqueta do exército que era de Allan e a gente fumando maconha, essa também é minha primeira lembrança datada de desde quando fumo marijuana. Ratos de Porão e Cambio Negro HC, junto com Roberto Mya, Pacote e Allan, tavez tivesse mais gente, mas não lembro.

De volta ao presente, exatamente de volta ao dia 2 de fevereiro de 2018, show do Ratos no Cais Estelita, lugar pequeno, 300... sei lá quantas pessoas, palco baixo, thrash e hardcore nas atrações. Nesse mesmo dia rolaram dois shows porque os ingressos foram esgotados para o show das 22h, logo abriram mais um horário, as 17h, para todos poderem aproveitar. O público da banda aqui é consideravel, logo 300 ingressos voaram rápido. As outras bandas eram: Ruina, Rabujos e Decomposed God.

Show com ingressos esgotados.
Já tinha marcado com Honório pra ir ao show e comprei antecipadamente o meu ingresso e o dele, outro amigo nosso, Netinho, também pretendia ir, mas moscou na hora de comprar o ingresso e perdeu. Marquei com Honório as 21h30 e depois remarcamos para 22h. Honório, agora habilitado, seria o motorista da vez e não poderia beber, eu sim, mas não fazia questão, já que sempre temos alguns cigarrinhos do capeta com a gente.

Chegamos, na frente da parada o público é o de sempre, um monte de gente de camisa preta de heavy/thrarh/hc e caras mais sérias, mas é só a cara mesmo, a maioria é gente boa. Encontramos os amigos do rock, aquela galera que você quase sempre encontra nos picos, fumamos uns dois com dois amigos que encontramos por lá, do lado da barraca do rasta, que tava colocando uma espécie de música clássica, com um violino em destaque. Sei lá o motivo do rasta, vai ver era pra abafar o som da Ruina, que já estava tocando.

A gente se afastou um pouco e fomos sentar na praça pra poder fumar outro, sentamos entre dois grupos de pessoas que estavam lá. Enquanto eu quebrava a massinha fui abordado por um cara meio hippie que estava sentado num desses grupos que já estavam lá. Não me lembro exatamente o que ele perguntou, mas foi em espanhol, eu respondi "queres fumar um porro?", a resposta "si, si, si". O cara era do Chile estava aqui já há uns cinco meses morando em Olinda, e ganhava a vida fazendo acrobacias nos sinais. Eu desconfio dessa versão, acho que simplesmente ele já deve ter uma grana pra poder se aventurar em outros países do jeito que bem entender. Antes disso ele já havia morado na Colômbia (não me lembro qual país exatamente, mas acho que foi esse) antes.

Quando estávamos já terminando, chegaram Shurato e Marcio da Nômades, já calibrados com heinekens, conversamos e Márcio ligou para Mozart, que também estava sentado na praça e só vimos quando ele atendeu ao telefone. Conversamos mais amenidades e decidimos entrar.

O esquema do lugar era tipo boate, ou seja, você recebe um cartão e tudo que é consumido é registrado nele, guardem  essa informação. Bem eu estava de boa, mas como Honório ainda estava me devendo o dinheiro do ingresso fui consumindo no cartão dele. Antes de começar o show fui dar uma olhada nos merchandising das bandas, muita camisa preta e algumas brancas, pow custa fazer algumas camisas de outras cores? Como a do cara do Patch Customs (https://www.patchcustom.com.br/) que era do Ratos, mas amarela com o desenho em marrom/laranja? Por falar em Patch Customs, comprei um massa, edição limitada do RDP, existiam apenas 500 daqueles, e 200 tinham ido pro Japão, pequei o de número 112.

Ficamos eu Honório, Shurato, Marcio e Mozart encostados no bar e vendo o show. Pegamos do meio do show da Decomposed God. Gostei do som, e o vocalista disse antes de umas cinco músicas "e esse som é pra finalizar", o cabra gosta deve gostar de longas despedidas. Numa dessas músicas de finalizações de show observamos um furdunço, confusão, duas pessoas cabeludas se atracando e uma menina no meio da coisa. Ficamos sabendo depois que um tabacudo foi dar em cima da menina e ao ser rejeitado à agrediu com um soco. Bad, bad, bad, no show anterior do RDP (junto com GBH) por aqui, tinha acontecido algo do tipo. Ficamos conversando ao se perceber esse tipo de atitude deveria ser formada uma cocó (arapuca, tocaia) pra dar um surra nesse tipo de pessoas. Depois que vimos a foto percebemos que era um cara que tinha chegado no bar, onde a gente tava enconstado, empurrando todo mundo. Um dia ele acha o dele.

Depois foi a banda de Eurick e Jaca, Rabujos. Rabujos é uma banda lendária de Recife, lembro de ter visto uns shows deles quando eu era moleque lá na extinta Garage, a original, perto da ponte na Torre. O som começou com o vocal um pouco mais baixo, mas logo corrigiram e continuou sem problemas.

Enfim Ratos de Porão. Ficamos um tempo ainda onde estávamos, vi Shurato chegar pegar duas cervas e desaparecer lá na frente do show. Olhei para os lados e não vi Marcio, nem Mozart. Pensei "ox, o que eu tô fazendo aqui?", esperei terminar a música e fui lá pra frente ver o show de perto, eu não estava procurando o pessoal, mas quando cheguei no lugar que pretendia lá estavam os caras, não sei onde Honório estava nesse momento.

Ainda lá atrás, perto do bar já tínhamos comentado a aparência de Boca, o quanto ele parecia mais velho naquele momento, com o cabelo parecido um pouco com o do palhaço Bozo, tipo careca em cima e com cabelos dos lados. Lá na frente a impressão que os caras estão coroas aumentou. Deu pra ver de perto o Jão, o Boca, o Gordo e Junin. Me pareceu que quem tinha mais gás eram justamente os que tocavam cordas, Jão e Junin. Mas é claro que eu não perdi a chance de zoar um pouco com os meus ídolos, quando o som diminuía eu mandava "já tá cansado né coroa?", "senta ai e descansa um pouco, pô." e coisas assim. Kkkk.

O Show cara, muito bom como sempre, e dessa vez fiquei bastante perto dos caras e deu pra ver o show todo de boas. Os solos de Jão, as viradas de Boca, Junin viajando no baixo, e claro o Gordo e suas caretas. Esse entrou no hal dos melhores shows que já vi.

Vi Shurato comentando com Márcio que quando terminasse o show eles iriam pular a proteção e invadir o camarote. Dei os toques que iria também, mas antes disso ocorrer houve uma conversa com o segurança e ele disse pra irmos ao camarote. Não entendi, por que Shurato foi falar com o segurança, mas enfim. Quando terminou o show fomos pra entrada do camarote, Shurato emburaca, o segurança tenta barrar Marcio, ele diz que é da banda e o segurança exita, ele entra. Fui entrar e... priu me fodi, o cara me barrou... fiquei com cara de cu. Os caras saíram e mostraram as fotos, Jão e Boca, João Gordo estava chato e não rolou com ele, e Junin estava andando durante os outros shows, se quisessem tirar uma foto era só pedir, mas a moral mesmo são os coroas.

Bem o show tinha acabado, as últimas aventuras rolado e agora restava ir embora. Quando fomos lá pra saída a fila para pagar o cartão estava gigante. Honório já tinha pago o consumo de minhas heinekens, mas eu ainda precisava pegar a fila. Voltamos ao bar e os caras pagaram um balde de heineken, Honório tava pentelhando para irmos embora, e ele tava com um sono danado, dava pra ver. Ok, vamos embora, na saída a fila realmente estava pequena, vou lá, não tinha nada pra pagar, na hora da saída, no momento que eu apresento o cartão para o segurança liberar minha saída que olho para o lado quem encontro? JÃO!!! Perdi a primeira chance mas não a segunda, falei com ele e pedi pra tirar uma foto, comentei sobre a entrevista dele com o Gastão (no programa Kazagastão), o celular não pega direito, peço pra ele esperar um pouco, comento sobre o bar dele, o celular fotografa. Ele segue e entra na van e eu saio correndo pra e conto pra galera o ocorrido.

Indo pra casa Honório também dá uma carona pra Luciana, que mora bem próximo a minha casa. Sinto que os dias de ver o RDP ao vivo estão acabando, não sei até quando os caras aguentam. O tempo é um monstro.




quinta-feira, 3 de março de 2016

Adivinha, doutor, quem tá de volta na praça!?

Quanta água já passou pela ponte ein!? Faz um tempo que não posto nada, mas a vontade sempre continuou. Muita coisa rolou nesse tempo ausente. Virei pai, constitui família, agora trabalho para o governo, fui morar com a companheira, isso para dizer o minimo.

No campo do coisas a fazer antes de morrer, alguns sonhos realizados, mas com um monte ainda na espera. Como ver um show do ACDC, ver uma baleia de perto, visitar um vulcão e conhecer uma coffe shop em Amsterdã. Velhas manias persistem (old habits die hard), agora junto com as novas. Novos amigos dos trabalhos, da academia, da vida. Novos parentes.

A cabeça continua com "fome" o tempo todo, precisando de cultura e experiências psicoativas kkk. Bandas (incluindo a minha), livro, música, filmes, filosofia, politica, economia, só comida boa. Isso aqui é só pra tentar quebrar a inércia de escrever, vamos ver se anda novamente.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ano de mudanças

1. Ex Míope

Hoje Depois de amanha (dia 12 de dezembro se você estiver com preguiça de calcular) completa um mês da minha cirurgia refrativa. Não uso mais óculos de grau, coisa que estava nos meus planos há muito tempo (junto com fazer uma tattoo e comprar um bateria). A cirurgia foi a FEMTO-LASIK, tinha outra ai, uma tal de PRK, mas disseram que essa última demoraria um eternidade para a visão estabilizar e ficar legal e o pós-operatório seria muito dolorido. Dai eu fiz a FEMTO-LASIK que foi muito tranquila e o pós-operatório foi muito... hm... digamos... suave na nave, ao menos para mim.

A cirurgia em si não incomoda em nada, só na hora cortar o "flap" é que há um desconforto, uma pequena pressão no olho, fora isso nada. Minha mãe e minha namorada me acompanharam no dia e sai de lá andando como se nada houvesse ocorrido, mas os olhos ficaram muito vermelhos e sensíveis a luz nos primeiros dias. A vermelhidão demorou um mês mais ou menso para sair, e a fotofobia uns dois ou três dias. Minha mãe estava mais tensa que eu no dia, mas minha namorada fez companhia a ela e tudo joia.

A cirurgia foi mais ou menos (bais ou benos) assim.

Faca no olho, doido. Kkkk
...é mentira... til til... é mentira... foi assim.


Essa é uma cirurgia similar a minha. E não, pow, esse não é meu olho. Meu olho é cor de mel, e esse olho feio dai tem cor de lodo podre. E agora é só no style total de óculos escuros, vou ter que usar por um tempinho ainda, mas tá de boa. Praia só daqui a dois meses, mas pense que eu não estou nem ligando porque os benefícios estão sendo imensuráveis. Custou o olho da cara (trocadilho nojento), mas valeu cada centavo.

Tô enxergando mais ou menos assim agora... mentira, claro, se fosse assim todo mundo iria fazer.
Sobre os planos da cirurgia, demorei dois anos para fazer essa bendita, da primeira vez que fui ao oftalmologista que foi indicado por amigos (Fernando Cunha do HVisão) a minha ideia era fazer no particular, mas o preço era tão alto que compensaria mais pagar um plano de saúde por dois anos e fazer a cirurgia depois do período de carência. Foi o que aconteceu. Completei os dois anos de carência em março desse ano, mas estava desempregado (esse vai dar outro post) e não tinha como pagar uma diferença que seria necessário pagar para fazer uma cirurgia personalizada, o plano só cobria o básico. Depois que comecei a trabalhar juntei o resto que faltava em poucos meses e pronto. Voi lá!


2. Ex Fudido das Costas

Eita que eu quis mesmo melhorar de saúde esse ano, além de ser um "ex-quatro olhos" (anotação mental: já posso chamar os outros de quatro olhos), me livrei das minhas dores nas costas. Ainda me pego perguntando hoje em dia por que diabos eu esperei tanto para ir a um ortopedista. Engraçado é que quando eu tava desempregado não fui ao médico, só depois que arranjei um é que me deu vontade de ir resolver essas broncas, vai saber, acho que era desânimo.

Neste caso me livrei das malditas dores lombares com RPG. Não meu filho, não é Caverna do Dragão, é uma especie de tortura medieval para qual conseguiram dar alguma utilidade. Mentira? Saca ai a mesa.

Instrumento de tortura medieval usado para o bem.
É pra se lascar, foram 10 seções de uns 45 minutos cada. Na primeira não senti nadinha e estava descrente, mas já na segunda a mágica aconteceu. Plim! simples assim, as dores cessaram e a partir das outras sessões fui sentindo o corpo mais leve, as pessoas reparavam que eu não estava mais andando envergado, vê que fera.  Nova vida, pow. Por sinal as sessões de RPG acabaram na última sexta feira e agora vou partir, provavelmente, para o Pilates e depois volto para academia. Diga ai, eu já me achava um velho decrépito antes do tempo de repente tô bom. Fuderoso. Qualidade de vida lá em cima.

PS: Vou escrever um texto sobre esse tempo sem postar, e o que aconteceu, mas adiantando. me iludi com umas boas colocações em concursos públicos que realizei e me deixaram de molho, até agora nenhum me chamou, mas tô aprovado. 

sábado, 13 de julho de 2013

Rascunho do novo texto.

Hoje é o dia do rock do ano de 2013 e eu tenho um artigo que trata exatamente desse tema sobre rock, mas um texto não começa do nada, existe todo um processo. Ele é rascunhado, posto para apurar, re-lido e corrigido, depois incrementado e deixado de lado um tempo, depois re-lido e por ai vai. Tenho um texto antigo que estou escrevendo sobre o primeiro show de que participei com a minha primeira banda de rock (que ainda hoje toco com dois dos três integrantes desa época) e como o blog tá parado a muito tempo resolvi por o rascunho aqui. Um dia eu termino, com fotos e tudo o mais. Mas por enquanto é só isso.

...
Mas antes da desventura de roqueiros debutantes iniciar tivemos uma péssima noticia. Rato um conhecido meu e mais próximo de Markito e Honorio foi encontrado morto com o corpo contorcido em cima do sofá de sua casa. O motivo? suicídio. Veneno de rato, a morte as vezes faz piadas de muito mal gosto. Markito, aparentemente o mais próximo de rato entre todos os Anarkoticos, escreveu uma letra chamada "conclusão precipitada" que tem o seguinte refrão (pelo que eu me lembro):
Conclusão precipitada
Como você diz
Sua vida não vale nada
Se você nem quis
A noticia chocou a todos, mas o show tinha que continuar. Clube carnavalesco misto Lenhadores.
[foto]
Tudo bem, na medida do possível, algumas dezenas de rockeiros na porta do clube. Fim de tarde, aquela horinha em que o céu fica laranja, eu bebendo algo que não me lembro, mas chuto que era vinho barato, vinho Carreteiro. A frente do clube fica em frente a lateral de um colégio publico que tem o apelido de gaiolinha, e como era sábado a coisa estava meio deserta, o clima estava bem agradável nem quente nem frio, vários grupos de pessoas conversando e rindo a vontade e guitarras e baixos encostados na parede do clube guardando o lugar na fila de entrada. Era o silencio que precedia o esporro, pois naquele exato momento o silencio foi quebrado por sirenes e várias viaturas da policia fechando todas as ruas que davam para a entrada do clube. O fato, como gosto de lembra-lo ficou conhecido como O MAIOR BACULEJO DE TODOS OS TEMPOS.
A coisa parecia meio surreal aos nosso olhos, nunca se tinha visto tantas viaturas juntas no mesmo lugar. Acho que eram 3 caminhonetes e 4 carros, fecharam as duas ruas e nos encurralaram no meio.
[mapa]
Claro que como era o maio baculejo de todos os tempos também tinha o maior paredão de todos os tempos, a revista era feita no muro do colégio, e eu estava na parede do clube junto com Jubinha, tomando conta dos instrumentos. Quando vieram terminar o baculejo, com o pessoal que estava encostado no muro do clube, nos revistaram e perguntaram a Jubinha quem era o dono da guitarra, ele respondeu dizendo que a guitarra era minha, então tive que abrir o case e tirar a guitarra, os cabos, a pedaleira fonte e tudo de dentro. Nada encontrado e eu começo a guardar as coisas então chega outro policial e pede pra eu tirar tudo novamente. Depois da segunda vistoria ele pergunta de quem é o baixo (que estava sob a responsabilidade de Honório, que eu não sei onde estava), Jubinha não espera nem ele terminar a frase e diz que é meu também e lá vou eu esvaziar o case do baixo como fiz na guitarra. FUUUU!! Enquanto isso Jubinha rindo da minha cara, é foda!
Depois de ser revistado e guardar guitarra e baixo em seus cases fui ver o que estava acontecendo, Geydson o guitarrista e líder da Ugly Boys estava tendo problema por ter levado Mariana, que é a prima de sua esposa. O problema é que na época Mariana era bem novinha e o policial cismou que ela não deveria estar ali, mesmo sob a responsabilidade de Geydson. Então ele montou na moto e levou Mariana embora.
Entramos, já tinha um povo lá, muitos amigos, muita gente conhecida, afinal era um evento no nosso bairro e quase todos compareceram. O palco ficava no fundo e bem ao centro, na sua frente tinha um salão e existia bastante espaços dos lados. A minha turma estava do lado direito já bebendo, e com uma figurinha que eu nunca tinha visto atá aquele dia, Cacá. Cacá é um homossexual, e muito escroto. Assim que cheguei ele pediu para que eu juntasse os dois dedos indicadores e médios das suas mãos, depois ele segurou e disse "hm... é grossinho". Pegadinha da galera, rimos e continuamos lá vendo a movimentação.
Nesse ponto...
E o texto parou por ai, ainda falta o começo que está em outro arquivo .txt, daqui pro fim do ano eu termino, tô passando por uma fase transitória da vida fiquei com pouco tempo (disposição) pro blog, mas não vamos deixar a peteca cair, quero ler isso daqui quando for velho... mais velho.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Chi-Chi-Chile - parte 01


O texto inicialmente começava assim:
Sapourra...
Era pra eu tá estudando, mas para isso eu precisaria instalar o cccp... que por sua vez precisa do directx (de alguma versão) instalado, que pra baixar e tá demorando. Então eu resolvi escrever como foi a viagem ao Chile, e sim, antes que eu esqueça... nessapourra!
E deveria contar toda a história da viagem ao Chile que aconteceu em... hm... março desse ano, mas por motivos quaisquer (e eu não me arrisco a tentar lista-los aqui), novamente deixei tudo parado. Postei exatamente três vezes no ano passado, e para não ser pior que em 2011 me senti meio que na obrigação de no minimo deixar empatado e não piorar. Esse texto eu comecei a alguns meses atrás e não terminai, então essa será a primeira parte, sei que a cada tempo que passa fica pior para lembrar, mas melhor que não registrar nada.

Chi-Chi-Chi-le parte 01:


Teve um monte de metas que eu coloquei na virada de 2009 para 2010, entre elas tinha uma visita a Patricia lá na França, mas como o tempo passa o mundo gira e o mundo é uma bola houve algumas mudanças. Houve MUITAS mudanças. Primeiro da Europa para a America do Sul, e depois da França para o Chile, e olhe que quase que não rolava nem isso, mas no fim foram 9 dias fora de casa com um amigo do trabalho e da vida, o destino? Santiago.

O melhor jeito de tentar lembrar tudo é tentar um estilo mini diário, comentando cada dia da viagem, assim como acontece no ótimo livro do Panço o Jason 2001 - uma odisseia na Europa. O estado atual do texto é que foi escrito até o dia 5 de 9, mas aqui vão os 4 primeiros dias. O resto fica para depois, na esperança que não demore tanto quanto o texto anterior sobre o show do NO-FX. 

Dia 1 (05/03/12) Medo de avião? Não.
Eu nunca tinha andado de avião antes, já sabia que avião estatisticamente falando é o meio de transporte mais seguro que existe, mas mesmo assim não pude deixar de pensar que a maioria dos acidentes acontece na decolagem e no pouso e que de Recife até Santiago eu iria experimentar 3 decolagens e 3 aterrissagens. Pensei que sentiria mais medo, mas foi bem sussa. Passei a acreditar mais na engenharia quando estava lá em cima com as nuvens parecendo vaporezinhos lááááá embaixo. E passei a ter mais fé ao sentir realmente, e do lado de dentro, que aquele trambolho enorme e pesado estava no ar.

Aumentei a fé na raça humana.
O esquema foi Recife à Guarulhos, Guarulho à Buenos Aires, e finalmente Buenos Aires à Santiago. Isso com uma paradinha rápida de quatro horas em Guarulhos, sim estou tentando ser sarcástico. Quatro horas para matar num aeroporto, beber quase sempre é uma opção para assassinar as horas, então foi hora para tomar um chopp. Não me lembro se almoçamos e bebemos ou ao contrário, a única lembrança que tenho é a de que foram caros.

Chopp em Guarulhos.
Segundo avião, mais algumas horinhas sentados, chegamos a Buenos Aires, nem descemos do avião, entra gente, sai gente, o avião sobe novamente. Chegamos ao Chile de madrugada, frio, nós dois eu e Baregonta (Luciano), dois matutos que nunca tínhamos saído do Brasil (eu não tinha saído nem do Nordeste então), em terras estrangeiras. Primeiro choque cultural: coisas funcionando. As vias pelas quais fomos de táxi do aeroporto ao albergue (que equivaleriam as nossas "BR"s) totalmente perfeita, lisinha que parecia um tapete, pra falar a verdade acho que eram privadas com cobrança de pedágio, mas vejam só a cobrança era automática, não precisava parar.

Ficamos no albergue Andes Hostel, com localização muito boa em frente a estação de metrô Belas Artes (), o que se provou ser bem conveniente. Não me lembro mais de que horas chegamos ao albergue, mas acho que era umas 4 horas da madruga.

Visão da janela do albergue, Estacion Belas Artes.

Dia 2 (06/03/12) Dois matutos longe de casa.
Acordei mais cedo que Baregonta, tomei café e fui dar uma volta na rua. Ruas limpas e motoristas educados, coisa de louco, colocou o pé no asfalto os carros param. Nesse dia não percebi, mas por lá o s horários parecem deslocados em umas duas horas, algo como acordar as 8 horas da manhã por lá equivale à acordar as 6 horas por aqui. Pouco menos que uma hora depois me encontrei com Luciano e ficamos perambulando pela cidade e conhecendo alguns pontos turísticos e lojas e essas coisas. Ainda não estávamos acostumados com a língua espanhola e fomos no portunhol.

Conhecemos a Plaza das Armas, Catedral de Santiago, o Mercado Central, Estacion Mapucho, Serro de Santa Lucía e passamos rapidamente pela feira de artesanatos chilena. Tudo isso a pé, acho que andamos cerca de 10 km, bem por ai.

Alguns locais visitados no primeiro dia.
A noite encontramos o casal de amigos nossos chilenos, nos levaram para comer e conhecer um pouco da cidade e a casa deles. Eles iriam se casar alguns dias depois e nós eramos convidados. Fomos a um pub Alemão (acho) e tomamos uma cerveja muito boa, cujo o nome não me lembro, e um hambúrguer com carne de churrasco que nunca tinha comido igual e tão delicioso. Acho que foi aqui que percebi que eles usam abacate como tempero, condimento, algo como ketchup ou maionese. Recebemos as boas vindas, conversamos muito nos despedimos e voltamos ao albergue, nos encontraríamos com eles novamente alguns dias depois.

Cerveza.

Dia 3 (07/03/12) Saindo do Chile
O segundo plano oficial era conhecer vários países da América do Sul, seriam: Peru, Chile, Argentina e Uruguai. Mas só deu pra ser o plano C, não por causa da grana, mas pelo tempo mesmo. Então para não ser uma diminuição muito grande decidimos que iriamos ao menos cruzar a Cordilheira dos Andes, e foi o que fizemos.

Cruzar de avião não dava, tinha que ser mais calmo, mais devagar, para poder ver algo. Fomos a rodoviária e pegamos o ônibus, assim iriamos literalmente atravessar os Andes. Seis horas em um ônibus praticamente vazio vendo belas paisagens e montanhas. Subimos pelo caminho que faz um zigue-zague para poder subir o Andes, vimos marcas enormes de erosão, montanhas enormes, viniculturas, em um momento pudemos ver o ponto mais alto das Américas  o Aconcágua. A última boa surpresa da viagem de ônibus foi belo lago de águas azuis, que as fotos não conseguem mostrar direito. Ainda durante essa viagem houve uma paradinha para a fiscalização. O destino da viagem foi Mendonza, na Argentina.

Panorâmica da rodoviária em Santiago.
Mendonza, o lugar onde você anda de meia noite pelado na rua e não sente frio (tá, tá eu sei que depende da época do ano, mas o clima a noite estava bastante agradável). Chegando na rodoviária nós decidimos ir a pé até o albergue, então Luciano marcou o endereço no GPS e fomos andando, uns 3 km, com as mochilas nas costas. Valeu muito, além de economizarmos uma grana conhecemos o lugar no caminho.

Chegamos ao albergue e dividimos o quarto com dois caras não sei de onde, banheiro apertadíssimo  mas o ambiente era bem legal. Mendonza é uma cidade turística conhecida por seus vinhos, resolvemos comer uma boa comida. O carinha que trabalhava no albergue era um brasileiro que tinha decidido ir viver lá e tinha se tornado um local, puxei papo e ele sugeriu uma rua onde poderíamos comer boa comida, ele era vegetariano, mas sugeriu um lugar onde comeríamos carne, enfim.

Malabarismos no banheiro.
O jantar para mim não foi muito legal, pedi algo que julguei ser bom porque tinha purê, mas na carne veio uma espécie de miúdo de boi, feio e ruim, me lasquei e deixei quase tudo. O garçom na hora de recolher o prato ficou com cara de cu lá e parecia triste porque eu tinha deixado comida no prato. Luciano se deu muito bem, no prato dele veio um pedaço enorme e suculento de carne grelhada com um vinagrete, o ouro, pena que ele tem estômago fraco e ficou passando mal. Tomamos um vinho bem gostoso na janta, que eu levei pelo meio da rua tomando o resto, já que o Bare tava lascado.

Baregota 1 x Eu 0
Nesse dia eu estava com uma camiseta do Família Reggae, um bloco de Afogados que sai no carnaval só  tocando Reggae, a camisa tem as cores da Jamaica e uns desenhos de Bob Marley, dai no caminho pra casa veio um doidão e me ofereceu maconha, que eu acho que tenha sido só por causa da camisa. E no outro dia quando fomos conhecer mais a cidade passamos numa praça que tinha um chafariz de vinho e um hippie me perguntou se eu tinha "porro" que é maconha, eu não tinha, mas não seria mal se eu tivesse. Culturas diferentes, o combo do Mac Donalds por lá vem com um vinho, fera demais.

Dia 4 (08/03/12) Caminhando e andando
Compramos lembrancinhas, alfajores e conhecemos algumas praças. Um fato que precisa ser comentado é que vimos um monte de carros velhos andando lado a lado com carros novos. E quando eu digo carro velho quero dizer carros antigos e carros velhos de verdade, com lataria toda lascada e enferrujada, porém funcionando normalmente. Chegamos até a ver um ônibus que era todo de madeira, e tinha um monte de passageiros dentro. Nesse dia um cachorro ficou seguindo a gente por boa parte de nossa andada, ele meio que nos adotou e nos seguiu por alguns quilômetros.

O velho e o novo.
Resolvemos as coisas no albergue e pegamos o ônibus de volta pra Santiago. Mais seis horas de viagem, dessa vez descansando mais. Aproveitei e fui escutando mp3 do celular rosa que minha namorada tinha me emprestado, deu pra escutar os álbuns completos de  Bezerra da Silva, Leptospirose, Dizzy Gillespie e SNJ até que a bateria morreu; pense numa misturada. Na volta paramos na alfandega, e mesmo com o sol fazia um frio infernal, todas as mochilas do ônibus passaram pela esteira. Aproveitei a parada para trazer uma pedra dos Andes de lembrança. Depois Luciano ficou se perguntando por que não tinha pensado nisso também.

Alfandega Argentina - Chile.
Chegamos de volta ao Chile. Na rodoviária, resolvemos comer por ali mesmo. Pedi uma tal de Chorrilana de Frango e Luciano pediu alguma coisa "A lo pobre". "A lo pobre" é comida para quem tá com fome, é comida pra encher o bucho (assim nos disse Iga o nosso amigo chileno a quem estávamos visitando) e vem com 2 ovos fritos... deveriam ser fritos, os de Luciano vieram praticamente crus. Agora estávamos empatados em desastres culinários, 1 a 1. Não me lembro se chegamos a jogar fliperama, mas tinha umas maquinas por lá, andamos de volta ao metrô e descemos na estação em frente ao albergue, a escolha daquele começava a se mostrar sábia.

Chorrilana de Frango e suco rojo.
Aqui termina a primeira parte da aventura, em menos de 2 anos eu coloco a continuação. Alguém lê isso?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

2 anos do show do NOFX e o resto da história.

Hm... onde eu parei mesmo?

Parte II (dois, seu burro).
Ah... tah.... parei depois do fuminho do capeta e o novo bordão "pra mim ta limpeza", se quiser ler tá aqui. A gente já tava chegando, e paramos num botequinho de beira de estrada, um misto de boteco com mercadinho, se a memória não falha. Já estávamos há quase 12h na van e o que mais queríamos naquele momento era chegar, então perguntamos a pessoa lá quantos quilômetros faltavam mais ou menos para chegar em Fortaleza e recebemos em troca a pérola: "vocês querem a quilometragem em espaço ou em tempo?", sei que a intenção foi boa, mas QUILOMETRAGEM em tempo é foda!

Seguimos. Chegamos e já paramos no local do show para pegar os ingressos. Pense numa alegria, parecia um monte de tabacudos, acho que naquele momento eramos mesmo tabacudos. Tabacudos e sujos, 12h numa van passando por um calor desgraçado e sem tomar banho. Só que o combinado foi bate e volta, então não tinha pousada, nem albergue nem nada.

E na frente da enrada.
Fomos andando com a van e entramos numa rua que ficava ao lado do local do show, todos pensando em como descolar um banho. Foi quando cogitamos entrar com uma van num motel pra poder tomar o banho, detalhe é que tinha só uma menina acompanhando a gente, Juliana. Paramos na frente do motel e fomos conversando, o cara da portaria disse que ia falar com a gerente, ela disse que só poderiam no máximo entrar 3 pessoas.

Três marmanjos toparam e entraram no motel tomaram banho, assistiram ao pedaço de um jogo e ainda fizeram uma lara. Não sei quão caro saio o banho, mas o nosso foi mais trash.

Voltamos pra rua e ficamos matutando como poderiamos tomar um banho que não fosse muito caro, foi quando eu vi um homem e duas mulheres vindo na nossa direção. Pensei: vou ariscar, acho que o diálogo foi  mais ou menos assim:
- Oi tudo bem?
- Tudo
- Vocês moram aqui perto?
- Sim a gente mora logo ali.
- A gente vei de Recife pra um show e estamos todos sujos, com vontade de tomar um banho. Vocês estão a fim de ganhar uma grana?
Nessa parte o motorista se meteu na conversa e resolveu o resto, iriamos tomar banho na casa de um local por cinco reais à cabeça, foi um bom negócio no fim das contas. Fomos tomar o banho lá na casa, ai a parte engraçada, o banheiro não tinha porta, tinha uma pano pendurado que servia como porta, e perto tinha um ventilador que toda vez que apontava para o pano ele se levantava e era seguido por risadinhas. Risadinhas dades pelas meninas que moravam na casa e pelo jeito nunca tinham visto um homem nú, tenso e engraçado ao mesmo tempo. Eibsong (o gordinho RKL) comenta:
caramba, eu não me lembro, assim... Tenta adicionar a cena que as mulheres da casa estava brechando a galera na hora que estava tomando banho, isso seria bom!
Lembro que teve um engraçadinho que ainda deu um cagão na casa NA MAIOR MORAL!!! estilo sentado cagando e lendo como se fosse em casa. Bem, depois do banho a gente tomou uma bebida tosca perto da van, na frente da casa, era fim de tarde quase noite, a bebida era uma mistura de redbull com laranjada Coca Cola e vodka. E tudo tava lindo para irmos ao show que ficava bem pertinho, cerca de uns duzentos metros da casa.

Bebida com poderes de reenergização.
Caminhamos até a frente do local do show e entramos. Enfim no show, entrei fui logo procurar um lugar para comprar uma cervas e minha surpresa não foi muita ao encontrar uma galera massa de Pernambuco e redondezas por lá, vi: Julio, Diego, Trenda (não é de PE, mas enfim) e Renan. Provavelmente tinha mais gente do movimento daqui por lá, mas eu não vi, ou se vi esqueci depois desses dois anos. Troquei algumas palavras com o povo e fui elevar meu espírito para o show -beber e jogar conversa fora, rir, com o povo.

Eu já tinha visto a tenda de vendas da banda quando entrei mas só depois de pegar acerva é que fui lá. Arrisquei o meu inglês para comprar uma camisa official do NOFX, que achei que seria da Fat Wreck Chords, mas tinham sido fabricadas aqui no Brasil mesmo. Comprei a dita cuja (que uso até hoje) e ganhei um poster do show, todo mundo que comprava algo ganhava um poster do show. Mas o foda era ficar segurando o poster durante o show, consegui pegar uns três, alguns que estavam no chão e escondi atrás de umas cadeiras e fui assistir.

E fomos curtir o show, que começou assim:


E foi muito foda, muita música massa, é NOFX  né? O El Hefe pedindo pipoca, o povo sem entender,  as chatisses tipicas do Fat Mike, tava tudo lá. Em algum momento alguém levantou a bandeira de Pernambuco e ficou dançando no meio da multidão, dai o Fat Mike perguntou se aquela bandeira tinha a ver com o movimento gay. Hilário.

Tem um cartunista do jornal O Povo do Ceará que tem um blog que eu frequento muito, o Guabiras, e algumas semanas antes tinha rolado um concurso para ganhar uma zine dele, que ele estava lançando, quem postasse nos comentários primeiro ganhava, e dai eu consegui ficar entre os primeiros e para que não fosse gasto dinheiro com o frete, como eu e ele iriamos assistir ao show, marcamos dele me entregar a zine lá mesmo no show do NOFX.
Olha ai a figura, com seu filho e também personagem de suas tiras, o Luís Henrique.
Era pra ganahr somente um exemplar do Zine, terminei ganhando dois. Tentei entregar um exemplar ao Fat Mike durante o show, mas ele ficou com cara de cu sem entender nada.

Seguei ai mais um pouco do show.


Quando terminou fui atrás dos meus lindos posteres e... o lugar mais limpo, nao tinha porra nenhuma de poster nem nada. Fui lá na barraquinha e apelei de novo para o doidão que tava vendendo as paradas lá. Falei algo como se o meu poster tivesse sido amassado durante o show e ele me deu outro, tudo isso em inglês porco e o cara lá, gringo, com cara de assustado. Esse poster virou quadro, e tá pendurado no meu quarto.

Acabou-se o show e fomos para rua perambular e esperar o fela do motorista voltar do lugar onde ele tinha ido dormir, foi ai que rolou uma trêta que não sei bem explicar. André Chaparral tava com uma camisa de Pernambuco e acho que alguém foi tretar com ele, que não deixou barato, claro. O resumo dele sobre o evento:
Treta não. Eu chamei o cara de puto e disse pra ele dar uma tapa!!!
kkkkkkkkkkk
Ele veio tirar onda com a camisa de pernambuco, dizendo que era de viado e tal!
Depois disso nada mais, descanso total no delicioso chão do posto de gasolina.

[COLOCAR A FOTO AQUI DO POVO DORMINDO NO POSTO]

A volta pareceu bem mais rápida que a ida, sempre é asism né? Ficamos escutando as rádios por onde passavamos e paramos em algum lugar para comer, que era bem rústico, tipo quase tudo feito de madeiras e cipós e tinha tipo umas galinhas e talz, sei lá. Nessas rádios que viemos escutando no caminho, outro bordão surgiu, uma música foda do Paulo Diniz, Um chopp pra distrair.

O tempo passou e as lembranças ficaram para sempre. Agora estou esperando aqui outra oportunidade pra sair numa trip do mal com essa galera massa (DOSOL 2012?), porque essa foi boa demais. 

Até mais e obrigado pela Vodka.
PS: Eles vão fazer dois shows esse ano aqui no Brasil, mas não vão passar pelo nordeste. =/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

when 30 summers pass*

*plágio (e adulteração) do título da música When 20 Summers Pass (da banda Shelter) =D

Sexy até demais! =D
Faz tempo venho pensando em escrever esse post, e hoje o dia chegou. Trata-se do meu aniversário de 30 anos. Pow, REALMENTE PASSA RAPIDO. Você vai tirar um cochilo com 13 anos e se acorda com 30. Incrivel. Estava pensando em fazer uma estatistica sobre esses trinta anos (mais nerd impossivel), com os fatos relevantes que tive na vida, mas no fim das contas... eu fiz mesmo, não do modo como queira, e ficou algo assim:
Trinta primaveras,... Er, desisti de novo.
Está ai uma coisa que se demora a descobrir, como você é mesmo. A visão que você tem de si próprio. Lembro como se fosse ontem meu aniversário de 13 anos, esse número sempre significou algo para mim, não somente por ser o dia do meu aniversário, eu realmente simpatizo com esse número, e espero que me dê a longevidade do Zagallo (jurava que ele já tinha morrido). Bem no meu aniversário de 13 anos estávamos na copa de 94, que foi inesquecível pra mim, e eu me lembro de estar na chuva, um pouco triste, não sei o porquê, mas com chuva e eu voltando para minha casa, vindo da casa da minha avó, enfim. E voltando ao inicio desse parágrafo a visão que tenho de mim mesmo hoje é a de um cara que vive até o ultimo instante as fases da vida.

Como assim? Tipo, extendendo tudo, infância até os 16 adolescência até os 30. Mas já sinto as inquetações, as mudanças, nada forçado, tudo natural, da vida adulta vindo. Isso é bom, é algo novo. Para falar a verdade nem é tão legal. Legal seria parar no tempo em uma fase boa da vida, mas se existem lembranças boas e saudades esses são os atestados de que a vida está valendo, então carry on.

Vim escrever isso para servir de registro, para que eu possa ler isso daqui a alguns anos, aos trinta e um? quarenta? Independente. Mainha está na sala assistindo tv e painho na cozinha, provavelmente beliscando alguma coisa. Sou feliz agora e queria ter a consciência disso. =D

Em tempo, hoje está um dia comum aqui na rua, os guris brincando, as luzes amarelas dos postes e a penumbra entre eles. Hoje vim do trabalho escutando Boom Boom Kid e tocou uma música fera demais La Vida Esta Bien Si No Te Rindes. A letra tem algo a ver com hoje, mas não tudo, ela esta ai embaixo.
It's a little bit complicated (x4)
Always nothing for us, nothing for me
Everybody backs to working again
Life's a gas, and I think of this 24 hours for day, oh yeah
It's a little bit complicated
"Always nothing for us, nothing for me" essa parte não tem a ver com hoje. Mas "Life's a gas" tem, e inclusive já pensei, e tenho vontade de fazer, uma tattoo com essa frase, mas não só por essa música, por uma do Ramones, chamada... thanananam... Life's a gas.

Mas essas musicas são meio tristinhas e hoje não é dia de tristeza. Certa vez li em um messenger da vida: "Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons". Não quero, e nem vou, azedar, então uma música mais animada para fechar esse post, e que tem a ver com o dia.