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sábado, 13 de julho de 2013

Rascunho do novo texto.

Hoje é o dia do rock do ano de 2013 e eu tenho um artigo que trata exatamente desse tema sobre rock, mas um texto não começa do nada, existe todo um processo. Ele é rascunhado, posto para apurar, re-lido e corrigido, depois incrementado e deixado de lado um tempo, depois re-lido e por ai vai. Tenho um texto antigo que estou escrevendo sobre o primeiro show de que participei com a minha primeira banda de rock (que ainda hoje toco com dois dos três integrantes desa época) e como o blog tá parado a muito tempo resolvi por o rascunho aqui. Um dia eu termino, com fotos e tudo o mais. Mas por enquanto é só isso.

...
Mas antes da desventura de roqueiros debutantes iniciar tivemos uma péssima noticia. Rato um conhecido meu e mais próximo de Markito e Honorio foi encontrado morto com o corpo contorcido em cima do sofá de sua casa. O motivo? suicídio. Veneno de rato, a morte as vezes faz piadas de muito mal gosto. Markito, aparentemente o mais próximo de rato entre todos os Anarkoticos, escreveu uma letra chamada "conclusão precipitada" que tem o seguinte refrão (pelo que eu me lembro):
Conclusão precipitada
Como você diz
Sua vida não vale nada
Se você nem quis
A noticia chocou a todos, mas o show tinha que continuar. Clube carnavalesco misto Lenhadores.
[foto]
Tudo bem, na medida do possível, algumas dezenas de rockeiros na porta do clube. Fim de tarde, aquela horinha em que o céu fica laranja, eu bebendo algo que não me lembro, mas chuto que era vinho barato, vinho Carreteiro. A frente do clube fica em frente a lateral de um colégio publico que tem o apelido de gaiolinha, e como era sábado a coisa estava meio deserta, o clima estava bem agradável nem quente nem frio, vários grupos de pessoas conversando e rindo a vontade e guitarras e baixos encostados na parede do clube guardando o lugar na fila de entrada. Era o silencio que precedia o esporro, pois naquele exato momento o silencio foi quebrado por sirenes e várias viaturas da policia fechando todas as ruas que davam para a entrada do clube. O fato, como gosto de lembra-lo ficou conhecido como O MAIOR BACULEJO DE TODOS OS TEMPOS.
A coisa parecia meio surreal aos nosso olhos, nunca se tinha visto tantas viaturas juntas no mesmo lugar. Acho que eram 3 caminhonetes e 4 carros, fecharam as duas ruas e nos encurralaram no meio.
[mapa]
Claro que como era o maio baculejo de todos os tempos também tinha o maior paredão de todos os tempos, a revista era feita no muro do colégio, e eu estava na parede do clube junto com Jubinha, tomando conta dos instrumentos. Quando vieram terminar o baculejo, com o pessoal que estava encostado no muro do clube, nos revistaram e perguntaram a Jubinha quem era o dono da guitarra, ele respondeu dizendo que a guitarra era minha, então tive que abrir o case e tirar a guitarra, os cabos, a pedaleira fonte e tudo de dentro. Nada encontrado e eu começo a guardar as coisas então chega outro policial e pede pra eu tirar tudo novamente. Depois da segunda vistoria ele pergunta de quem é o baixo (que estava sob a responsabilidade de Honório, que eu não sei onde estava), Jubinha não espera nem ele terminar a frase e diz que é meu também e lá vou eu esvaziar o case do baixo como fiz na guitarra. FUUUU!! Enquanto isso Jubinha rindo da minha cara, é foda!
Depois de ser revistado e guardar guitarra e baixo em seus cases fui ver o que estava acontecendo, Geydson o guitarrista e líder da Ugly Boys estava tendo problema por ter levado Mariana, que é a prima de sua esposa. O problema é que na época Mariana era bem novinha e o policial cismou que ela não deveria estar ali, mesmo sob a responsabilidade de Geydson. Então ele montou na moto e levou Mariana embora.
Entramos, já tinha um povo lá, muitos amigos, muita gente conhecida, afinal era um evento no nosso bairro e quase todos compareceram. O palco ficava no fundo e bem ao centro, na sua frente tinha um salão e existia bastante espaços dos lados. A minha turma estava do lado direito já bebendo, e com uma figurinha que eu nunca tinha visto atá aquele dia, Cacá. Cacá é um homossexual, e muito escroto. Assim que cheguei ele pediu para que eu juntasse os dois dedos indicadores e médios das suas mãos, depois ele segurou e disse "hm... é grossinho". Pegadinha da galera, rimos e continuamos lá vendo a movimentação.
Nesse ponto...
E o texto parou por ai, ainda falta o começo que está em outro arquivo .txt, daqui pro fim do ano eu termino, tô passando por uma fase transitória da vida fiquei com pouco tempo (disposição) pro blog, mas não vamos deixar a peteca cair, quero ler isso daqui quando for velho... mais velho.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

2 anos do show do NOFX e o resto da história.

Hm... onde eu parei mesmo?

Parte II (dois, seu burro).
Ah... tah.... parei depois do fuminho do capeta e o novo bordão "pra mim ta limpeza", se quiser ler tá aqui. A gente já tava chegando, e paramos num botequinho de beira de estrada, um misto de boteco com mercadinho, se a memória não falha. Já estávamos há quase 12h na van e o que mais queríamos naquele momento era chegar, então perguntamos a pessoa lá quantos quilômetros faltavam mais ou menos para chegar em Fortaleza e recebemos em troca a pérola: "vocês querem a quilometragem em espaço ou em tempo?", sei que a intenção foi boa, mas QUILOMETRAGEM em tempo é foda!

Seguimos. Chegamos e já paramos no local do show para pegar os ingressos. Pense numa alegria, parecia um monte de tabacudos, acho que naquele momento eramos mesmo tabacudos. Tabacudos e sujos, 12h numa van passando por um calor desgraçado e sem tomar banho. Só que o combinado foi bate e volta, então não tinha pousada, nem albergue nem nada.

E na frente da enrada.
Fomos andando com a van e entramos numa rua que ficava ao lado do local do show, todos pensando em como descolar um banho. Foi quando cogitamos entrar com uma van num motel pra poder tomar o banho, detalhe é que tinha só uma menina acompanhando a gente, Juliana. Paramos na frente do motel e fomos conversando, o cara da portaria disse que ia falar com a gerente, ela disse que só poderiam no máximo entrar 3 pessoas.

Três marmanjos toparam e entraram no motel tomaram banho, assistiram ao pedaço de um jogo e ainda fizeram uma lara. Não sei quão caro saio o banho, mas o nosso foi mais trash.

Voltamos pra rua e ficamos matutando como poderiamos tomar um banho que não fosse muito caro, foi quando eu vi um homem e duas mulheres vindo na nossa direção. Pensei: vou ariscar, acho que o diálogo foi  mais ou menos assim:
- Oi tudo bem?
- Tudo
- Vocês moram aqui perto?
- Sim a gente mora logo ali.
- A gente vei de Recife pra um show e estamos todos sujos, com vontade de tomar um banho. Vocês estão a fim de ganhar uma grana?
Nessa parte o motorista se meteu na conversa e resolveu o resto, iriamos tomar banho na casa de um local por cinco reais à cabeça, foi um bom negócio no fim das contas. Fomos tomar o banho lá na casa, ai a parte engraçada, o banheiro não tinha porta, tinha uma pano pendurado que servia como porta, e perto tinha um ventilador que toda vez que apontava para o pano ele se levantava e era seguido por risadinhas. Risadinhas dades pelas meninas que moravam na casa e pelo jeito nunca tinham visto um homem nú, tenso e engraçado ao mesmo tempo. Eibsong (o gordinho RKL) comenta:
caramba, eu não me lembro, assim... Tenta adicionar a cena que as mulheres da casa estava brechando a galera na hora que estava tomando banho, isso seria bom!
Lembro que teve um engraçadinho que ainda deu um cagão na casa NA MAIOR MORAL!!! estilo sentado cagando e lendo como se fosse em casa. Bem, depois do banho a gente tomou uma bebida tosca perto da van, na frente da casa, era fim de tarde quase noite, a bebida era uma mistura de redbull com laranjada Coca Cola e vodka. E tudo tava lindo para irmos ao show que ficava bem pertinho, cerca de uns duzentos metros da casa.

Bebida com poderes de reenergização.
Caminhamos até a frente do local do show e entramos. Enfim no show, entrei fui logo procurar um lugar para comprar uma cervas e minha surpresa não foi muita ao encontrar uma galera massa de Pernambuco e redondezas por lá, vi: Julio, Diego, Trenda (não é de PE, mas enfim) e Renan. Provavelmente tinha mais gente do movimento daqui por lá, mas eu não vi, ou se vi esqueci depois desses dois anos. Troquei algumas palavras com o povo e fui elevar meu espírito para o show -beber e jogar conversa fora, rir, com o povo.

Eu já tinha visto a tenda de vendas da banda quando entrei mas só depois de pegar acerva é que fui lá. Arrisquei o meu inglês para comprar uma camisa official do NOFX, que achei que seria da Fat Wreck Chords, mas tinham sido fabricadas aqui no Brasil mesmo. Comprei a dita cuja (que uso até hoje) e ganhei um poster do show, todo mundo que comprava algo ganhava um poster do show. Mas o foda era ficar segurando o poster durante o show, consegui pegar uns três, alguns que estavam no chão e escondi atrás de umas cadeiras e fui assistir.

E fomos curtir o show, que começou assim:


E foi muito foda, muita música massa, é NOFX  né? O El Hefe pedindo pipoca, o povo sem entender,  as chatisses tipicas do Fat Mike, tava tudo lá. Em algum momento alguém levantou a bandeira de Pernambuco e ficou dançando no meio da multidão, dai o Fat Mike perguntou se aquela bandeira tinha a ver com o movimento gay. Hilário.

Tem um cartunista do jornal O Povo do Ceará que tem um blog que eu frequento muito, o Guabiras, e algumas semanas antes tinha rolado um concurso para ganhar uma zine dele, que ele estava lançando, quem postasse nos comentários primeiro ganhava, e dai eu consegui ficar entre os primeiros e para que não fosse gasto dinheiro com o frete, como eu e ele iriamos assistir ao show, marcamos dele me entregar a zine lá mesmo no show do NOFX.
Olha ai a figura, com seu filho e também personagem de suas tiras, o Luís Henrique.
Era pra ganahr somente um exemplar do Zine, terminei ganhando dois. Tentei entregar um exemplar ao Fat Mike durante o show, mas ele ficou com cara de cu sem entender nada.

Seguei ai mais um pouco do show.


Quando terminou fui atrás dos meus lindos posteres e... o lugar mais limpo, nao tinha porra nenhuma de poster nem nada. Fui lá na barraquinha e apelei de novo para o doidão que tava vendendo as paradas lá. Falei algo como se o meu poster tivesse sido amassado durante o show e ele me deu outro, tudo isso em inglês porco e o cara lá, gringo, com cara de assustado. Esse poster virou quadro, e tá pendurado no meu quarto.

Acabou-se o show e fomos para rua perambular e esperar o fela do motorista voltar do lugar onde ele tinha ido dormir, foi ai que rolou uma trêta que não sei bem explicar. André Chaparral tava com uma camisa de Pernambuco e acho que alguém foi tretar com ele, que não deixou barato, claro. O resumo dele sobre o evento:
Treta não. Eu chamei o cara de puto e disse pra ele dar uma tapa!!!
kkkkkkkkkkk
Ele veio tirar onda com a camisa de pernambuco, dizendo que era de viado e tal!
Depois disso nada mais, descanso total no delicioso chão do posto de gasolina.

[COLOCAR A FOTO AQUI DO POVO DORMINDO NO POSTO]

A volta pareceu bem mais rápida que a ida, sempre é asism né? Ficamos escutando as rádios por onde passavamos e paramos em algum lugar para comer, que era bem rústico, tipo quase tudo feito de madeiras e cipós e tinha tipo umas galinhas e talz, sei lá. Nessas rádios que viemos escutando no caminho, outro bordão surgiu, uma música foda do Paulo Diniz, Um chopp pra distrair.

O tempo passou e as lembranças ficaram para sempre. Agora estou esperando aqui outra oportunidade pra sair numa trip do mal com essa galera massa (DOSOL 2012?), porque essa foi boa demais. 

Até mais e obrigado pela Vodka.
PS: Eles vão fazer dois shows esse ano aqui no Brasil, mas não vão passar pelo nordeste. =/

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

promessas e metas para 2011

Hmm... fim de ano chegando (faltam 6 horas pra 2011) e decidi escrever algumas metas e promessas pra 2011. De alguma forma vai servir para documentar o que quero agora e para verificar ao final do próximo ano o quanto eu andei. Outra é pra ter metas bem definidas, já que acabei o mestrado e estou sem uma meta bem definida ainda. Bem, este vai ser um post rápido porque tenho que me preparar para que no momento da virada eu esteja elegante o suficiente (eu diria bonito a altura) para beber a deliciosa Sidra Cereser, encher a pança de peru e desejar (mesmo que não seja mesmo um desejo de verdade e só palavras saindo da minha boca) um feliz ano novo para toda a vizinhança (já vi que não vou nem precisar fazer a barba). Sem falar em rir desse monte de gente que fica "bonita" na noite de ano novo, é a maior concentração de chapinha por metro quadrado já vista em um bairro, mas bem... lets go!...

...para facilitar as coisas vamos separar por promessas e metas, primeiro promessas.
  1. Fazer a barba pelo menos três vezes por semana. Atualmente eu faço semanalmente, e olhe que tem época que eu passo mais tempo.
  2. Prometo que esse ano eu ponho aparelho nos destes pra consertar alguns problemas.
  3. Prometo que vou falar menos palavrão.
  4. Prometo que vou me dedicar mais a minha familia, ou seja, sair mais com meus pais, inclusive ir assistir a um jogo na Ilha do Retiro com meu Pai, e viajar com os coroas pra passar um fds viajando pelo litoral sul.
  5. Confiar mais na minha intuição do que na minha razão, e também deixar de ser tão racional pra um monte de coisas, principalmente em relacionamentos.

No momento só me lembro dessas, mas deve ter mais, sei lá. Metas:
  1. Reduzir o índice de massa gorda de 14% para 12% (isso o cara da academia passou para ser em 3 meses, mas eu estou colocando para 1 ano, hehehe)
  2. Alcançar 50% da minha meta de salário no ano que vem, se eu terminar de revisar o meu mestrado vai pra bem perto disso, mas o cnpq é uma roleta, então... =(
  3. Começar com os planos de abandonar o ninho. É meu amigo, sair de casa, já está mais que na hora.
  4. Tocar em pelo menos 6 shows com minha banda. E se der, um fora de PE.
  5. Ir ao Rock In Rio.
  6. Ir visitar Patricia, na França, junto com Luciano e passar 1 mês pela Europa mochilando.
  7. Já ia esquecendo, participar de duas corridas de rua. \o/
Pronto isso já está suficiente, acho que vou ter muito o que fazer durante 2011. =D

FELIZ ANO NOVO!!!

segunda-feira, 29 de março de 2010

show do NO-FX - parte 01

Resenha da viagem a fortaleza para ver a NO-FX

MUITO DO CARALHO! É assim que defino o show do NO-FX em Fortaleza, aliás só o show não, toda a viagem, as novas amizades, as novas histórias, os apelidos, as piadas e os novos bordões inventados.

NOTA: Sei que este não é um meio muito convencional de se começar um texto, mas as vezes é difícil expressar uma emoção sem o uso do palavrão, e por isso peço que façam um exercicio mental e toda vez que lêrem um palavrão aqui imaginem imediatamente após ele a seguinte frase entre virgulas "desculpem o palavrão". Lets Rock!

Dia 6 de março de 2010, sábado, horário marcado para pegar a van 5:30h, mas como todo bom brasileiro presumi que haveria atraso na saída, ou que as pessoas chegariam ainda mais atrasadas que eu. Pego o ônibus e sigo tranqüilo a caminho do Recife Antigo, o local combinado é o Marco Zero. Dentro do ônibus ainda sonolento recebo uma mensagem ás 5:45h: "kd tu pow!?", respondo com outra mensagem: "já estou no ônibus e chego em 5 min", dez minutos depois recebo uma ligação do mesmo remetente, mas eu já estava andando em direção ao lugar marcado.

Aqui peço permissão para dar uma dica: em mensagens, telefonemas e principalmente pessoas esperando outras pessoas nunca, NUNCA MESMO acredite na frase "tô chegando", tô chegando equivale a "espera ai que ainda vou tomar banho, escovar os dentes, ver uma roupa, checar a grana e pegar o ônibus" isso tudo exatamente na hora em que você tinha marcado o encontro. Mas voltando a viagem.

Cheguei ao lugar marcado e... surprise! Eu estava certo, ainda faltava uma pessoa chegar, para minha não surpresa se tratava de uma menina, não que eu queira dizer que mulheres sempre se atrasam, mas isso foi um fato no dia. A menina chegou - esqueci o nome dela agora mas enfim - com todo mundo dentro da van começamos a percorrer os 800 quilômetros para ver a NO-FX, 800 quilômetros esses que se transformam em 1600 se as pessoas forem caladas nas suas e emburradas, fato que realmente aconteceu na primeira meia hora da viagem, o que provou ser só sono mesmo porque logo surgiram música, vodka com fanta, e conversas animadas.

Recife/Fortaleza, chão pra k@#$%!!

Eu realmente deveria ter escrito esse texto logo quando cheguei do show, mas não deu e acho que esqueci um monte de coisas, mas vou escrever o que me lembro da ida, já que na volta foi praticamente só dormir.

A van estava quase cheia, mas ainda faltavam dois meliantes que foram pegos em Abreu e Lima e seguimos. Uma dessas pessoas que subiram a posteriori na van foi o Fábio e quando ele se encontrou com a galera André nos apresentou ao primeiro bordão da caravana: "tu e teu irmão é dois ladrão!" isso mesmo, "tu e teu irmão É dois ladrão!", afinal de contas concordância é para os fracos e não tem graça. O motivo eu não sei, mas escutamos essa frase algumas dezenas de vezes dentro e fora da van.

A viagem tinha realmente começado, e em algum lugar entre Recife e Fortaleza, já sob o efeito da vodka com fanta, as pessoas começaram a se soltar e a primeira idéia brilhante: pôr a bunda na janela e zoar as pessoas. Então no melhor estilo kiss my ass duas pessoas foram lá e pow! Bundinha na janela, com direito a tapinhas e tudo o mais, foi bastante engraçado ver as reações adversas das pessoas que variavam de revolta, passando por nojo e até gargalhadas, as gargalhadas, claro, por nossa parte diga-se de passagem.

Hora do lanche, alguém surge com um delicioso - okay não tão delicioso - salgadinho torcida sabor pimenta mexicana, ou algo do tipo, todos comem e quando chega a minha vez faço como quando como pipoca, seguro o saco de forma que ele fique parecido com um copo e viro. Isso passaria totalmente despercebido se não fosse o gordinho - pow, nem sei o nome dele então chamarei carinhosamente de gordinho - que tivesse visto: "pow o cara bebe salgadinho torcida!", pronto foi o suficiente para eu ganhar o apelido de torcida, o cara que bebe salgadinho.

Ao meu lado estava Geyvson e do lado dele um cara com camisa do NO-FX e que tinha trazido alguns cds originais da banda, ele tinha um detalhe peculiar que era o seguinte: toda vez que ele entrava na van ele ficava espirrando e quando saia ele parava. Isso poderia me render uma tese sobre a primeira pessoa com alergia a van no mundo, mas eu me satifiz em somente por um apelido nele: espirro. Seguimos.

primeira parada, antes das bundas nas janelas

Passamos por algum lugar que era muito quente, tão quente que abrir a janela tinha efeito semelhante a pôr um secador de cabelo ligado no máximo na própria cara, e foi nessa hora que o mala do motorista - ainda vou falar sobre ele aqui - resolveu que seria hora de ligar o pseudo-ar-condicionado, que não esfriava quase nada, mas que era melhor que aquele bafo do inferno externo. Então seguimos com as janelas fechadas e só abriamos quando alguém queria fumar.

E tome chão, horas se passam, fome chega e começamos a pensar onde almoçariamos, o Gordinho sugere comermos na Churrascaria do Gaúcho, onde Supostamente se poderia comer muito e pagar pouco no melhor estilo restaurante de caminhoneiro, o lugar seria teóricamente perto de Mossoró a borda da BR, então ficamos na maior expectativa procurando a bendita churrascaria já imaginando a deliciosa capinha de carne sendo cortada na nossa frente. Finalmente chegamos ao lindo lugar onde almoçariamos...

restaurante cinco estrelas

Churrasco? Capinha de carne? Carne assada? Não meu amigo, paramos neste belo lugar mostrado na foto acima o chamado O Cozidão, a Churrascaria do Gaucho não foi encontrada, e não tinha como a gente ter passado por ela, quinze olhos atentos não deixariam um bom almoço passar batido.

Mas voltando ao local do almoço, a comida poderia ser descrita como fat-crap-food e o lugar era quente, cheio de gente feia - com exceção de nós da van, claro -, com centenas moscas e o pior, não tinha carne assada, mas claro, não esperaria menos de um lugar chamado O Cozidão. Lá ao menos tinha uma pia para lavar a mão e escovar os dentes antes e depois de almoçar, respectivamente. E como se a fome fosse pouca algumas pessoas antes de comer decidiram aumentar ainda mais o apetite e utilizaram o poder da lárica, que é obtida através do processo de inalação de fumaça de plantas da natureza no formato de mato seco enrolado em seda, e foi durante esse processo que dialógo que vou descrever a seguir acontece, para manter o anônimato chamarei os envolvidos de A, B e C.
- Ffffff! fffffff! fffffff! cof! cof! - diz A e passa o cigarrinho já minusculo para B.
- Pow, já tá no finzinho, fffffff!! cof! - retruca B e passa o toquinho para C.
- Pra mim tá limpeza! - diz C depois de segurar com o que sobrou do cigarro com as pontas dos dedos dá um puxão com toda a calma, enche as bochechas de fumaça, traga, segura, expira, pega o óculos escuro que estava preso em suas orelhas em cima da cabeça e sai balançando os braços no melhor estilo maconheiro de várzea.
Por que eu falei isso? Porque esse se tornou o segundo bordão da viagem, era mais ou menos assim: alguém oferecia um biscoito ou qualquer coisa a uma pessoa que já estivesse satisfeita ou não quisesse a tal coisa e essa respondia com o sotaque de malandro igual ao de C: "Pra mim tá limpeza!".

CONTINUA...

3/4 vanz inside content

Saquem o que tem na continuação
  • quilometragem em espaço ou em tempo?
  • todos no motel
  • motorista felá
  • banho escroto
  • o show
  • impressões
  • galera de PE lá
  • camisa e inglês
  • bandeira de pernambuco
  • encontro com o cartunista guabiras
  • trêtas
  • um chopp pra distrair
  • falow e até a próxima

sábado, 12 de setembro de 2009

7 de setembro

Eu estava sozinho em casa, e ela ia ficar só de calcinha e blusinha dali a muito pouco tempo.

- E ai Nerd, tu vai à praia? - surge Markito perguntando, acompanhado de Honório, na grade da minha casa.

Já estava com muita vontade de ir a praia, pai e mãe fora de casa metade da galera acampando, o que eu ia ficar fazendo em casa? Pensei um pouco e conclui: o fim do filme ficaria para depois. Ellen Ripley seminua poderia esperar eu voltar da praia para depois acabar com o Alien.

Honório e Markito, óculos escuros nas caras e sem ter tomado café, eu também não, convidei os brothers para um lanche rápido. Pão de caixa e mortadela crua, Markito fica com o resto de Coca enquanto eu e Honório tomamos um leite achocolatado. Barriga cheia, sorriso na cara, preparativos para a saída.

Opa, percebi que só eu a praia sem óculos escuros. Pode não, coloquei a lente de contato e pus o meu. Agora sim, vamos nessa.

Nove e pouco da manhã o céu não é muito convidativo, cai uma água e resolvemos esperar um pouco para ver se vale a pena ir, enquanto isso resolvemos tomar vinho barato em dona zefinha, um boteco refinadissimo como os senhores podem ver na foto abaixo.

Zefinha's Boteco

A chuvinha só serviu pra deixar o clima úmido mesmo, partimos em direção a estação Afogados, com intuito de pegar o metrô e ir até a estação Joana Bezerra onde pegariamos o Joana Bezerra/Boa Viagem. Chegamos a estação Afogados e rolou o único estresse do dia. Honório e Markito resolvem comprar o bilhete de um cambista na frete da estação, algum segurança muito mal-educado já vai gritando de dentro que não entrariamos com aqueles bilhetes.

Eu sigo com a cara mais tranquila e cínica que eu posso fazer, o cara continua berrando dizendo que eu não vou entrar, os outros seguranças tentam acalmar ele eu continuo paro na frente da catrada, do outro lado esta ele barrando a passagem eu abro a carteira e puxo o vale eletrônico do meu pai - chupa essa muthafucker - ele não pode fazer nada. Os caras trocas os bilhetes comprados com o cambista e pegam o dinheiro de volta. Entramos no metrô.

O metro não está cheio, mas ao descermos em Joana Bezerra vimos o inferno que seria ir a praia, muita muita gente (não é erro de digitação tinha muita muita gente mesmo), fila imensa para pegarmos o busão. Reavaliamos a situação, valeria a pena o desconforto?

- E ai mermão isso aqui tá um inferno, vamos voltar? - sugere Markito.
- Vamos para a rodoviária - brinca Honório.

A brincadeira é levada um pouco a sério por mim e Markito enquanto voltavamos a estação Afogados ainda dentro do metro, mas logo é descartada quando surge o argumento vencedor de Honório: "vamos ver umas beldades" e isso foi suficiente para resolvermos ir de verdade a Boa Viagem. Ainda existia o problema do desconforto de ir num ônibus lotado que foi superado pela escolha de outra linha, o Afogados/Aeroporto que nos fez andar mais, mas não estava cheio. Fomos.

Bem antes de eu contar como foi na praia vale a pena registrar que já na fila do ônibus rolou uma certa "envolvência" com uma doidinha que tava indo pros cafundós de onde o ônibus PE-15 Afogados pode levar, mas bem ficou só na frescura mesmo. Seguiremos com a praia.

Los três brothers.

Praia, calorzão, ar úmido, zilhões de pessoas, ninguém conhecido, relaxamento total. Acho que chegamos por volta das 11:30, e seguimos tomando cerva e conversando sobre música, mulheres, relacionamentos e essas coisas. Camarão, amendoim, castanha, caldinho, conhaque de alcatrão, tudo padrão de praia.

Markito diz que vai arriscar um banho, eu e Honórito prontamente nos negamos, ele foi, disse que queria tirar a mazela. Algum tempo depois avistamos ele procurando o guarda-sol em que estavamos e resolvemos deixar ele "se perder um pouco", vimos ele se afastar rimos e continuamos a conversa. Alguns minutos depois ele passa novamente procurando, nessa hora já com um olhar mais aperreado, chamamos ele.

Todos novamente na base, cerveja gelada renovada e um cachorrinho parecido com o do mascara rodeando as cadeiras, começamos a conversar sobre o cachorro, se era ou não da raça do mascara. Prontamente uma loira sentada a direita e a frente vira e fala que é da raça do filme mascara mesmo e falou o nome - algo paulista - falamos que não conheciamos muito de cachorro teve-se inicio a uma pequena conversa que logo cessou e voltamos a conversar sobre outras coisas.

Bem até ali as informações obtidas eram que ela estava comemorando o aniversário da mãe ali na praia, e que ela tinha chegado de viagem recentemente dos EUA onde tinha passado os últimos 10 anos. As tatuagens e a lapada de cana que Rebeca - o nome da loira - tomou nos deram a pista que ela era descolada.

Ficamos na nossa, a idéia de todos era VER umas beldades, e não conhecer ninguém, fomos para conversar e nos distrairmos um pouco, porém parece que quando não se quer, tudo acontece. Já tinhamos parado de conversar com Rebeca, mas eis que ela se levanta e vem pedir um cigarro - Markito o único que fuma estava com um cigarro que dizem ser bem miserável um tal de Hilton - o cigarro é passado conversamos mais um pouco, trocamos telefones e eu ficamos sabendo que ela é fotografa profissional. Ela disse que melhor que ligar seria passar um email, já que o ela ainda estava sem número aqui e o que ela passou era da outra pessoa. Ela disse que o email estava no site: http://www.rebecamorais.com/. Okay.

Rebeca foi embora com a mãe e o cachorrinho do mascara.

Continuamos a malemolencia na praia e eu nem tinha percebido que uma outra loirinha juntamente com uma morena tinha passado na nossa frente, mas Honório percebeu, e percebeu até certos detalhes como uma manchinha na perna da loira a qual ele gritou pelo nome de Angélica quando esta estava a uns 15 metros de distância. Foi nesse momento que eu percebi as duas, e percebi também que elas tinham parado e ficaram olhando para a gente.

- Oxe, elas pararam, vamos lá - falei enquanto me levantei e fui em direção a elas.

Cheguei perto delas.

- Como você sabe o meu nome? - falou a loirinha simpaticamente.
- Providencia divina, Angélica - respondi com um sorriso igualmente simpático.
- Meu nome não é Angélica, é Jessica.
- Ih, mas a gente já tá aqui né, vamos nos conhecer. - revidei com toda a malandragem da velha raposa.

Conversamos um pouco e Honório chega e dá o nome de Junior, olhei o pra ele e perguntei, já meio zoró: "mas perai, teu nome não é Honório?", ele me deu uma cutucada e eu "Ahhh, tu é Junior também né, já tinha esquecido". Conversamos um tempo e novamente troca de telefones. Jéssica e Manuela, duas meninas superlegais.

Voltamos as nossas cadeiras, a água do mar avança e chega aos nossos pés, resolvemos ir para trás, e de lá dava para ver as duas, Jéssica a mais comunicativa nos acena de longe e oferece um cachorro quente, negamos e ficamos lá um bom tempo até dar a hora de ir para casa. Pensei, não posso ir sem antes se despedir. Me levantei e fui até a cadeira dela.

- Não poderia deixar de ir embora sem falar antes com você. - falei.
- Vai me ligar né? - perguntou sentada na cadeira de praia.
- Claro que sim, vou te ligar na quinta feira beleza? - não sei o motivo de eu ter esperado três dias pra ligar e ter dito quando ligar, mas...
- Tá bom então me dá o teu número também. - ela pede.
- Eu te dou um toque do meu celular e você pega o número. - eu disse, mas maldita memória, eu tinha a conhecido a menos de uma hora e me deu um branco desgraçado.
- Hmmm, é melhor você anotar mesmo. - falei.

Beijinho de despedida na Jéssica, xau para Manuela.

Os três companheiros vão para a parada de ônibus, mas antes uma paradinha num boteco bem feinho perto do shopping pra comprar mais vinho e amendoim. Chegamos a minha casa novamente, rock paulera e vinho até meus pais chegarem. A galera vai embora o som é desligado.

Banho e janta. Lembro que a Ripley esta me esperando de calcinha e blusa para matar o Alien.

PS: Okay, okay, marmanjos aposto que vocês estão com a maior vontade de ver a Ripley né? Então eu pouparei vocês do esforço de abrir outra janela e ir no google images procurar por "ripley panties". Just click here.

sexta-feira, 1 de maio de 2009

essas negas que me fazem viajar

Viagem no sentido metafórico e real da palavra se é que você me entende, se não entendeu é mais ou menos assim: para uma nega me fazer viajar ela tem que me fazer viajar... então cada quilômetro rodado e cada pingo de gasolina/alcóol queimado no motor 1.0 do adelmóvel valeu a pena.

Bem, eu ando pra cacete pela grande Recife de carro, pra cima e pra baixo,: show, bar, casa de amigos, churras etc... Mas o maior uso do meu carro é por percursos do dia a dia, como ir ao trabalho, ir a reunião do mestrado e... ahn... ir ao trabalho. =)

Uma coisa eu não posso negar: tenho aprendido a ir a vários lugares de carro devido a relacionamentos/ficadas. Contando só ficantes já rodei mais de 1000 km só nos três últimos meses, pelo menos estão servindo para que eu aprenda a ir para vários lugares, vamos dar uma olhadinha.

Com ex-ex-namorada aprendi a ir até Tracunhahém, 60,7 km.

Com Elly fui até Jaboatão, 13,7 km

...e Itamaracá, 52,3 km.

Com Carol fui ao Curado IV(!), 13,4 km.

E finalmente com pessoa*, que é de João Pessoa, fui a ao Cabo Branco - PB, 130 km

e Tambaba-PB, que não achei no maps, na parte não nudista.

Estou ficando rodado, com duplo sentido.
*Edit: pediu pra eu tirar o nome, normalmente eu mandaria um: "me processe", mas...

segunda-feira, 3 de março de 2008

as aventuras de Oton, Helis e Laja

INTRODUÇÃO

Certa vez numa conversa banal, num corredor banal de uma universidade banal dois graduandos, não necessáriamente estudantes, de computação conversavam sobre as conseqüências de uma viagem no tempo. Na conversa eles discutiam sobre o que aconteceria se alguém viajasse ao passado e matasse seu próprio bisavô.

A partir dessa questão surgiram duas teórias ali naquele momento e nove mais tarde num bar próximo. Uma das teórias dizia: "Se uma pessoa existe então seu passado eciste e não pode ser modificado, logo se essa mesma pessoa viajasse ao passado e matasse o seu próprio bisavô a partir daquele momento o tempo se dividiria e surgiria uma nova dimensão, onde o bisavô estaria morto e a história seria outra". A teória foi provada 273 anos depois daquela conversa, e uma máquina foi construida 454 anos depois daquela prova.

Na época que a máquina foi construida as viagens no tempo foram um sucesso, e muitas pessoas voltaram ao passado para matarem, além dos seus bisavós, pessoas como Bush Filho, Tony Blair e vocalistas de bandas emo e pagode, e a cada volta ao passado varias dimensões paralelas eram criadas. É numa dessas dimensões, uma alterada por Tone Louco para ser mais especifico, que a nossa história se passa.