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sábado, 13 de julho de 2013

Rascunho do novo texto.

Hoje é o dia do rock do ano de 2013 e eu tenho um artigo que trata exatamente desse tema sobre rock, mas um texto não começa do nada, existe todo um processo. Ele é rascunhado, posto para apurar, re-lido e corrigido, depois incrementado e deixado de lado um tempo, depois re-lido e por ai vai. Tenho um texto antigo que estou escrevendo sobre o primeiro show de que participei com a minha primeira banda de rock (que ainda hoje toco com dois dos três integrantes desa época) e como o blog tá parado a muito tempo resolvi por o rascunho aqui. Um dia eu termino, com fotos e tudo o mais. Mas por enquanto é só isso.

...
Mas antes da desventura de roqueiros debutantes iniciar tivemos uma péssima noticia. Rato um conhecido meu e mais próximo de Markito e Honorio foi encontrado morto com o corpo contorcido em cima do sofá de sua casa. O motivo? suicídio. Veneno de rato, a morte as vezes faz piadas de muito mal gosto. Markito, aparentemente o mais próximo de rato entre todos os Anarkoticos, escreveu uma letra chamada "conclusão precipitada" que tem o seguinte refrão (pelo que eu me lembro):
Conclusão precipitada
Como você diz
Sua vida não vale nada
Se você nem quis
A noticia chocou a todos, mas o show tinha que continuar. Clube carnavalesco misto Lenhadores.
[foto]
Tudo bem, na medida do possível, algumas dezenas de rockeiros na porta do clube. Fim de tarde, aquela horinha em que o céu fica laranja, eu bebendo algo que não me lembro, mas chuto que era vinho barato, vinho Carreteiro. A frente do clube fica em frente a lateral de um colégio publico que tem o apelido de gaiolinha, e como era sábado a coisa estava meio deserta, o clima estava bem agradável nem quente nem frio, vários grupos de pessoas conversando e rindo a vontade e guitarras e baixos encostados na parede do clube guardando o lugar na fila de entrada. Era o silencio que precedia o esporro, pois naquele exato momento o silencio foi quebrado por sirenes e várias viaturas da policia fechando todas as ruas que davam para a entrada do clube. O fato, como gosto de lembra-lo ficou conhecido como O MAIOR BACULEJO DE TODOS OS TEMPOS.
A coisa parecia meio surreal aos nosso olhos, nunca se tinha visto tantas viaturas juntas no mesmo lugar. Acho que eram 3 caminhonetes e 4 carros, fecharam as duas ruas e nos encurralaram no meio.
[mapa]
Claro que como era o maio baculejo de todos os tempos também tinha o maior paredão de todos os tempos, a revista era feita no muro do colégio, e eu estava na parede do clube junto com Jubinha, tomando conta dos instrumentos. Quando vieram terminar o baculejo, com o pessoal que estava encostado no muro do clube, nos revistaram e perguntaram a Jubinha quem era o dono da guitarra, ele respondeu dizendo que a guitarra era minha, então tive que abrir o case e tirar a guitarra, os cabos, a pedaleira fonte e tudo de dentro. Nada encontrado e eu começo a guardar as coisas então chega outro policial e pede pra eu tirar tudo novamente. Depois da segunda vistoria ele pergunta de quem é o baixo (que estava sob a responsabilidade de Honório, que eu não sei onde estava), Jubinha não espera nem ele terminar a frase e diz que é meu também e lá vou eu esvaziar o case do baixo como fiz na guitarra. FUUUU!! Enquanto isso Jubinha rindo da minha cara, é foda!
Depois de ser revistado e guardar guitarra e baixo em seus cases fui ver o que estava acontecendo, Geydson o guitarrista e líder da Ugly Boys estava tendo problema por ter levado Mariana, que é a prima de sua esposa. O problema é que na época Mariana era bem novinha e o policial cismou que ela não deveria estar ali, mesmo sob a responsabilidade de Geydson. Então ele montou na moto e levou Mariana embora.
Entramos, já tinha um povo lá, muitos amigos, muita gente conhecida, afinal era um evento no nosso bairro e quase todos compareceram. O palco ficava no fundo e bem ao centro, na sua frente tinha um salão e existia bastante espaços dos lados. A minha turma estava do lado direito já bebendo, e com uma figurinha que eu nunca tinha visto atá aquele dia, Cacá. Cacá é um homossexual, e muito escroto. Assim que cheguei ele pediu para que eu juntasse os dois dedos indicadores e médios das suas mãos, depois ele segurou e disse "hm... é grossinho". Pegadinha da galera, rimos e continuamos lá vendo a movimentação.
Nesse ponto...
E o texto parou por ai, ainda falta o começo que está em outro arquivo .txt, daqui pro fim do ano eu termino, tô passando por uma fase transitória da vida fiquei com pouco tempo (disposição) pro blog, mas não vamos deixar a peteca cair, quero ler isso daqui quando for velho... mais velho.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

2 anos do show do NOFX e o resto da história.

Hm... onde eu parei mesmo?

Parte II (dois, seu burro).
Ah... tah.... parei depois do fuminho do capeta e o novo bordão "pra mim ta limpeza", se quiser ler tá aqui. A gente já tava chegando, e paramos num botequinho de beira de estrada, um misto de boteco com mercadinho, se a memória não falha. Já estávamos há quase 12h na van e o que mais queríamos naquele momento era chegar, então perguntamos a pessoa lá quantos quilômetros faltavam mais ou menos para chegar em Fortaleza e recebemos em troca a pérola: "vocês querem a quilometragem em espaço ou em tempo?", sei que a intenção foi boa, mas QUILOMETRAGEM em tempo é foda!

Seguimos. Chegamos e já paramos no local do show para pegar os ingressos. Pense numa alegria, parecia um monte de tabacudos, acho que naquele momento eramos mesmo tabacudos. Tabacudos e sujos, 12h numa van passando por um calor desgraçado e sem tomar banho. Só que o combinado foi bate e volta, então não tinha pousada, nem albergue nem nada.

E na frente da enrada.
Fomos andando com a van e entramos numa rua que ficava ao lado do local do show, todos pensando em como descolar um banho. Foi quando cogitamos entrar com uma van num motel pra poder tomar o banho, detalhe é que tinha só uma menina acompanhando a gente, Juliana. Paramos na frente do motel e fomos conversando, o cara da portaria disse que ia falar com a gerente, ela disse que só poderiam no máximo entrar 3 pessoas.

Três marmanjos toparam e entraram no motel tomaram banho, assistiram ao pedaço de um jogo e ainda fizeram uma lara. Não sei quão caro saio o banho, mas o nosso foi mais trash.

Voltamos pra rua e ficamos matutando como poderiamos tomar um banho que não fosse muito caro, foi quando eu vi um homem e duas mulheres vindo na nossa direção. Pensei: vou ariscar, acho que o diálogo foi  mais ou menos assim:
- Oi tudo bem?
- Tudo
- Vocês moram aqui perto?
- Sim a gente mora logo ali.
- A gente vei de Recife pra um show e estamos todos sujos, com vontade de tomar um banho. Vocês estão a fim de ganhar uma grana?
Nessa parte o motorista se meteu na conversa e resolveu o resto, iriamos tomar banho na casa de um local por cinco reais à cabeça, foi um bom negócio no fim das contas. Fomos tomar o banho lá na casa, ai a parte engraçada, o banheiro não tinha porta, tinha uma pano pendurado que servia como porta, e perto tinha um ventilador que toda vez que apontava para o pano ele se levantava e era seguido por risadinhas. Risadinhas dades pelas meninas que moravam na casa e pelo jeito nunca tinham visto um homem nú, tenso e engraçado ao mesmo tempo. Eibsong (o gordinho RKL) comenta:
caramba, eu não me lembro, assim... Tenta adicionar a cena que as mulheres da casa estava brechando a galera na hora que estava tomando banho, isso seria bom!
Lembro que teve um engraçadinho que ainda deu um cagão na casa NA MAIOR MORAL!!! estilo sentado cagando e lendo como se fosse em casa. Bem, depois do banho a gente tomou uma bebida tosca perto da van, na frente da casa, era fim de tarde quase noite, a bebida era uma mistura de redbull com laranjada Coca Cola e vodka. E tudo tava lindo para irmos ao show que ficava bem pertinho, cerca de uns duzentos metros da casa.

Bebida com poderes de reenergização.
Caminhamos até a frente do local do show e entramos. Enfim no show, entrei fui logo procurar um lugar para comprar uma cervas e minha surpresa não foi muita ao encontrar uma galera massa de Pernambuco e redondezas por lá, vi: Julio, Diego, Trenda (não é de PE, mas enfim) e Renan. Provavelmente tinha mais gente do movimento daqui por lá, mas eu não vi, ou se vi esqueci depois desses dois anos. Troquei algumas palavras com o povo e fui elevar meu espírito para o show -beber e jogar conversa fora, rir, com o povo.

Eu já tinha visto a tenda de vendas da banda quando entrei mas só depois de pegar acerva é que fui lá. Arrisquei o meu inglês para comprar uma camisa official do NOFX, que achei que seria da Fat Wreck Chords, mas tinham sido fabricadas aqui no Brasil mesmo. Comprei a dita cuja (que uso até hoje) e ganhei um poster do show, todo mundo que comprava algo ganhava um poster do show. Mas o foda era ficar segurando o poster durante o show, consegui pegar uns três, alguns que estavam no chão e escondi atrás de umas cadeiras e fui assistir.

E fomos curtir o show, que começou assim:


E foi muito foda, muita música massa, é NOFX  né? O El Hefe pedindo pipoca, o povo sem entender,  as chatisses tipicas do Fat Mike, tava tudo lá. Em algum momento alguém levantou a bandeira de Pernambuco e ficou dançando no meio da multidão, dai o Fat Mike perguntou se aquela bandeira tinha a ver com o movimento gay. Hilário.

Tem um cartunista do jornal O Povo do Ceará que tem um blog que eu frequento muito, o Guabiras, e algumas semanas antes tinha rolado um concurso para ganhar uma zine dele, que ele estava lançando, quem postasse nos comentários primeiro ganhava, e dai eu consegui ficar entre os primeiros e para que não fosse gasto dinheiro com o frete, como eu e ele iriamos assistir ao show, marcamos dele me entregar a zine lá mesmo no show do NOFX.
Olha ai a figura, com seu filho e também personagem de suas tiras, o Luís Henrique.
Era pra ganahr somente um exemplar do Zine, terminei ganhando dois. Tentei entregar um exemplar ao Fat Mike durante o show, mas ele ficou com cara de cu sem entender nada.

Seguei ai mais um pouco do show.


Quando terminou fui atrás dos meus lindos posteres e... o lugar mais limpo, nao tinha porra nenhuma de poster nem nada. Fui lá na barraquinha e apelei de novo para o doidão que tava vendendo as paradas lá. Falei algo como se o meu poster tivesse sido amassado durante o show e ele me deu outro, tudo isso em inglês porco e o cara lá, gringo, com cara de assustado. Esse poster virou quadro, e tá pendurado no meu quarto.

Acabou-se o show e fomos para rua perambular e esperar o fela do motorista voltar do lugar onde ele tinha ido dormir, foi ai que rolou uma trêta que não sei bem explicar. André Chaparral tava com uma camisa de Pernambuco e acho que alguém foi tretar com ele, que não deixou barato, claro. O resumo dele sobre o evento:
Treta não. Eu chamei o cara de puto e disse pra ele dar uma tapa!!!
kkkkkkkkkkk
Ele veio tirar onda com a camisa de pernambuco, dizendo que era de viado e tal!
Depois disso nada mais, descanso total no delicioso chão do posto de gasolina.

[COLOCAR A FOTO AQUI DO POVO DORMINDO NO POSTO]

A volta pareceu bem mais rápida que a ida, sempre é asism né? Ficamos escutando as rádios por onde passavamos e paramos em algum lugar para comer, que era bem rústico, tipo quase tudo feito de madeiras e cipós e tinha tipo umas galinhas e talz, sei lá. Nessas rádios que viemos escutando no caminho, outro bordão surgiu, uma música foda do Paulo Diniz, Um chopp pra distrair.

O tempo passou e as lembranças ficaram para sempre. Agora estou esperando aqui outra oportunidade pra sair numa trip do mal com essa galera massa (DOSOL 2012?), porque essa foi boa demais. 

Até mais e obrigado pela Vodka.
PS: Eles vão fazer dois shows esse ano aqui no Brasil, mas não vão passar pelo nordeste. =/

domingo, 10 de abril de 2011

criando o poster do primeiro show do perna preta

Faz um tempinho que voltei a frequentar shows de bandas independentes daqui de PE, e nesses shows conheci uma porrada de gente sussa, e muita gente de bandas e envolvida na cena. Depois de algum tempo socializando (ou antisocializando, sou chato páca) surgiu o convite para participar de um coletivo com o objetivo de promover a cena rock independente organizando shows e etc. Após alguma conversa o coletivo foi criado com o nome Perna Preta.

Logo (temporário?) do Perna Preta.
Bem, vou logo dizendo que todos perguntam o porquê do nome Perna Preta, e eu vou logo adiantando que explico em outro post. O lance aqui é que organizamos o primeiro show, e terminei ficando responsável pela criação do cartaz do show. Então pus aqui como foi a criação do mesmo, nos passos abaixo dá pra ver os rascunhos e as versões antes da versão final.
Scan tosco do rascunho feito a lápis (clica que fica grande).
Essa primeira imagem foi a idéia inicial, como era aperreio auditivo imaginei que teria que ter algo relacionado a orelha, dai pus um cara com um funil na orelha, onde entraria todo o aperreio. Então fui desenhando em outra parte do papel (a esquerda do boneco) o que poderia ser enfiado dentro do funil. Não desenhei direto porque não tinha espaço no A4, já que tinha o título logo acima do boneco, mas tipo eu já tinha colocado alguns comentários para não me esquecer de nada. Dai depois de rascunhado e scaneado foi a hora da primeira montagem, ou rascunho.

Primeiro rascunho do cartaz.
Rascunho simpleszão, só com o desenho e os nomes no lugar. Então eu dei uma outra olhada no cartaz e viajei total, tudo isso porque fui ver os cartazes dos outros shows e achei tudo muito profissa, e o meu muito preto e branco, então decidi enfeitar o lance.

Cartaz enfeitado e rejeitado.
Eu ainda nem tinha terminado ainda. O cartaz ia ficar muito mais colorido, dai fui pedir a opinião da galera do coletivo pelo facebook e...

Comentários.
Okay, a maioria é quem manda, e foi até bom, pq no final das contas gostei mais do novo cartaz. Com as opiniões eu saquei que queriam algo mais próximo do rascunho original, então fiz mais algumas versões.

Versão 02.

Versão 03.
Mas eu sentia que faltava algo, tinha rolado uma sugestão de por alguma frase engraçada e talz, dai eu me lembrei de um zine punk inglês que tinha algo como: "for punks girls". A idéia que peguei foi o cara mudando de opinião depois de ter escrito que a zine era para punks e dando uma de espertinho, meio que, convidando as meninas =). E depois teve a idéia de mudar a bola oito ali em cima para uma bomba, então ficou assim.

Obra de arte =).
A cereja no bolo foi "ligar a televisão", o insight foi me lembrar daquela menina louca da música "Friday" (veja por sua conta e risco), sei lá o nome dessa desgraça, acho que o nome da mina é Rebecca. Então pronto, terminei, mas talvez mudemos a banda Nação Corrompida pela Xico Xavier.

PS: Ahhhhhhhh sim! Já ia esquecendo, esse vai ser o primeiro show da minha banda, Veneno. Acho que merece uma resenha do show depois, se a prequiça deixar. =D

segunda-feira, 29 de março de 2010

show do NO-FX - parte 01

Resenha da viagem a fortaleza para ver a NO-FX

MUITO DO CARALHO! É assim que defino o show do NO-FX em Fortaleza, aliás só o show não, toda a viagem, as novas amizades, as novas histórias, os apelidos, as piadas e os novos bordões inventados.

NOTA: Sei que este não é um meio muito convencional de se começar um texto, mas as vezes é difícil expressar uma emoção sem o uso do palavrão, e por isso peço que façam um exercicio mental e toda vez que lêrem um palavrão aqui imaginem imediatamente após ele a seguinte frase entre virgulas "desculpem o palavrão". Lets Rock!

Dia 6 de março de 2010, sábado, horário marcado para pegar a van 5:30h, mas como todo bom brasileiro presumi que haveria atraso na saída, ou que as pessoas chegariam ainda mais atrasadas que eu. Pego o ônibus e sigo tranqüilo a caminho do Recife Antigo, o local combinado é o Marco Zero. Dentro do ônibus ainda sonolento recebo uma mensagem ás 5:45h: "kd tu pow!?", respondo com outra mensagem: "já estou no ônibus e chego em 5 min", dez minutos depois recebo uma ligação do mesmo remetente, mas eu já estava andando em direção ao lugar marcado.

Aqui peço permissão para dar uma dica: em mensagens, telefonemas e principalmente pessoas esperando outras pessoas nunca, NUNCA MESMO acredite na frase "tô chegando", tô chegando equivale a "espera ai que ainda vou tomar banho, escovar os dentes, ver uma roupa, checar a grana e pegar o ônibus" isso tudo exatamente na hora em que você tinha marcado o encontro. Mas voltando a viagem.

Cheguei ao lugar marcado e... surprise! Eu estava certo, ainda faltava uma pessoa chegar, para minha não surpresa se tratava de uma menina, não que eu queira dizer que mulheres sempre se atrasam, mas isso foi um fato no dia. A menina chegou - esqueci o nome dela agora mas enfim - com todo mundo dentro da van começamos a percorrer os 800 quilômetros para ver a NO-FX, 800 quilômetros esses que se transformam em 1600 se as pessoas forem caladas nas suas e emburradas, fato que realmente aconteceu na primeira meia hora da viagem, o que provou ser só sono mesmo porque logo surgiram música, vodka com fanta, e conversas animadas.

Recife/Fortaleza, chão pra k@#$%!!

Eu realmente deveria ter escrito esse texto logo quando cheguei do show, mas não deu e acho que esqueci um monte de coisas, mas vou escrever o que me lembro da ida, já que na volta foi praticamente só dormir.

A van estava quase cheia, mas ainda faltavam dois meliantes que foram pegos em Abreu e Lima e seguimos. Uma dessas pessoas que subiram a posteriori na van foi o Fábio e quando ele se encontrou com a galera André nos apresentou ao primeiro bordão da caravana: "tu e teu irmão é dois ladrão!" isso mesmo, "tu e teu irmão É dois ladrão!", afinal de contas concordância é para os fracos e não tem graça. O motivo eu não sei, mas escutamos essa frase algumas dezenas de vezes dentro e fora da van.

A viagem tinha realmente começado, e em algum lugar entre Recife e Fortaleza, já sob o efeito da vodka com fanta, as pessoas começaram a se soltar e a primeira idéia brilhante: pôr a bunda na janela e zoar as pessoas. Então no melhor estilo kiss my ass duas pessoas foram lá e pow! Bundinha na janela, com direito a tapinhas e tudo o mais, foi bastante engraçado ver as reações adversas das pessoas que variavam de revolta, passando por nojo e até gargalhadas, as gargalhadas, claro, por nossa parte diga-se de passagem.

Hora do lanche, alguém surge com um delicioso - okay não tão delicioso - salgadinho torcida sabor pimenta mexicana, ou algo do tipo, todos comem e quando chega a minha vez faço como quando como pipoca, seguro o saco de forma que ele fique parecido com um copo e viro. Isso passaria totalmente despercebido se não fosse o gordinho - pow, nem sei o nome dele então chamarei carinhosamente de gordinho - que tivesse visto: "pow o cara bebe salgadinho torcida!", pronto foi o suficiente para eu ganhar o apelido de torcida, o cara que bebe salgadinho.

Ao meu lado estava Geyvson e do lado dele um cara com camisa do NO-FX e que tinha trazido alguns cds originais da banda, ele tinha um detalhe peculiar que era o seguinte: toda vez que ele entrava na van ele ficava espirrando e quando saia ele parava. Isso poderia me render uma tese sobre a primeira pessoa com alergia a van no mundo, mas eu me satifiz em somente por um apelido nele: espirro. Seguimos.

primeira parada, antes das bundas nas janelas

Passamos por algum lugar que era muito quente, tão quente que abrir a janela tinha efeito semelhante a pôr um secador de cabelo ligado no máximo na própria cara, e foi nessa hora que o mala do motorista - ainda vou falar sobre ele aqui - resolveu que seria hora de ligar o pseudo-ar-condicionado, que não esfriava quase nada, mas que era melhor que aquele bafo do inferno externo. Então seguimos com as janelas fechadas e só abriamos quando alguém queria fumar.

E tome chão, horas se passam, fome chega e começamos a pensar onde almoçariamos, o Gordinho sugere comermos na Churrascaria do Gaúcho, onde Supostamente se poderia comer muito e pagar pouco no melhor estilo restaurante de caminhoneiro, o lugar seria teóricamente perto de Mossoró a borda da BR, então ficamos na maior expectativa procurando a bendita churrascaria já imaginando a deliciosa capinha de carne sendo cortada na nossa frente. Finalmente chegamos ao lindo lugar onde almoçariamos...

restaurante cinco estrelas

Churrasco? Capinha de carne? Carne assada? Não meu amigo, paramos neste belo lugar mostrado na foto acima o chamado O Cozidão, a Churrascaria do Gaucho não foi encontrada, e não tinha como a gente ter passado por ela, quinze olhos atentos não deixariam um bom almoço passar batido.

Mas voltando ao local do almoço, a comida poderia ser descrita como fat-crap-food e o lugar era quente, cheio de gente feia - com exceção de nós da van, claro -, com centenas moscas e o pior, não tinha carne assada, mas claro, não esperaria menos de um lugar chamado O Cozidão. Lá ao menos tinha uma pia para lavar a mão e escovar os dentes antes e depois de almoçar, respectivamente. E como se a fome fosse pouca algumas pessoas antes de comer decidiram aumentar ainda mais o apetite e utilizaram o poder da lárica, que é obtida através do processo de inalação de fumaça de plantas da natureza no formato de mato seco enrolado em seda, e foi durante esse processo que dialógo que vou descrever a seguir acontece, para manter o anônimato chamarei os envolvidos de A, B e C.
- Ffffff! fffffff! fffffff! cof! cof! - diz A e passa o cigarrinho já minusculo para B.
- Pow, já tá no finzinho, fffffff!! cof! - retruca B e passa o toquinho para C.
- Pra mim tá limpeza! - diz C depois de segurar com o que sobrou do cigarro com as pontas dos dedos dá um puxão com toda a calma, enche as bochechas de fumaça, traga, segura, expira, pega o óculos escuro que estava preso em suas orelhas em cima da cabeça e sai balançando os braços no melhor estilo maconheiro de várzea.
Por que eu falei isso? Porque esse se tornou o segundo bordão da viagem, era mais ou menos assim: alguém oferecia um biscoito ou qualquer coisa a uma pessoa que já estivesse satisfeita ou não quisesse a tal coisa e essa respondia com o sotaque de malandro igual ao de C: "Pra mim tá limpeza!".

CONTINUA...

3/4 vanz inside content

Saquem o que tem na continuação
  • quilometragem em espaço ou em tempo?
  • todos no motel
  • motorista felá
  • banho escroto
  • o show
  • impressões
  • galera de PE lá
  • camisa e inglês
  • bandeira de pernambuco
  • encontro com o cartunista guabiras
  • trêtas
  • um chopp pra distrair
  • falow e até a próxima

sexta-feira, 31 de julho de 2009

para onde?

três shows, um dia (08/08/2009).

tribo de jah, tô me devendo esse show faz tempo
15 lulas sem cd e 20 com o cd de músicas inéditas

o novo velho sepultura, sem nenhum cavalera agora
angra nem gosto muito
preço: 60, 30 e 40 lulas - inteira, meia e social, respectivamente

punk bem feito, vinho barato e entrada por 3 mangos =)

e a pergunta fica: para onde?

segunda-feira, 13 de julho de 2009

CJ Ramone, mais um show


O show não foi lá tão bom quanto eu pensava, também, sem banda de abertura e tocando somente 1:30h. Mas bem, foi um RAMONE quem tocou: UM RAMONE, brother. E isso é mais que suficiente para um show ficar bom.

Bem, fora o ilustre C. Jay Ramone (ex-baixista da RAMONES) tocaram com ele o produtor Daniel Rey na guitarra e o o batera Brant Bjork (vê se ele não parece com o Quique Brown do Leptos). Com o nome do show batizado de "Hey Ho Lets Go Party" fica fácil saber o repertório né?

Abaixo algumas fotos do show, algumas pegas no picasa do Felipe (AQUI) e outras (as mais porcas) tiradas do meu Nokia Xpress Music. =p


Já assisti a dois integrantes dos RAMONES tocando, isso dá 50% da formação (não original, ok, mas são Ramones), já da pra morrer 50% feliz. =p

domingo, 3 de maio de 2009

uma noite fudida de maio

*nota do autor: deu preguiça de corrigir o português então relevem okay?
*outra nota: essa é minha opinião do show okay, não gostou? Tem um campo ali embaixo chamado comentários, achou? Não use ele!

RESENHA DO SHOW EM RECIFE DO:

Mais uma vez a história se repetiria, esse foi o sentimento que tive as 21:30h enquanto esperava um amigo para entrar no show e observei o movimento na entrada. Do lado de fora se via as caras apreensivas pensando "será que tem gente lá dentro", "quem já cantou?", "entro ou não entro". Esse mesmo sentimento e o clima chuvoso levou-me a conclusão óbvia: este show vai ser pior que o outro. Bem amigos, por Deus (ou pelos poderes de grayskull) eu estava errado, e fiquei bem feliz em saber isso.

Honório, o amigo que eu esperava, chega e conta uma história (ele é frentista) que viu os caras comendo no Mc Donalds (todos os japas e os capixabas) foi lá e trocou uma idéia com Sandro e Mozine, ou foi Sandro e Paulista, e brincando ele soltou agora vocês terão que cantar Mac Câncer Feliz, fato que realmente ocorreu e com dedicatória e tudo mais. Mas bem, ficamos conversando do lado de fora quando surge Cabeça, outro amigo de longa data, que veio de Caruaru pra ver o show, volto a falar de Cabeça na hora do show do Mukeka, e por enquanto seguiremos com a resenha.

Entrei e já tinha perdido a Handsome, banda a qual tentei me comunicar porcamente com o vocalista, que também não sabia inglês e que ficava repetindo "i dont know, i downt know", como as músicas eram mais leves não fiquei muito chateado, porém gostaria de ter visto a performance da banda. Mas bem, naquele momento o estrago era ter perdido a Handsome e a primeira banda daqui de PE, da qual não me lembro o nome.

A primeira banda que assiti foi a ex-"Nose-Tail" e agora chamada Carpo, que foi promovida de banda do "nhá-nhá-nhá" para banda com vocal de mulher com medo de barata (isso é uma coisa boa, acredite), com riffs mais legais a Carpo provou estar no caminho certo, mas que ainda tem ralar um pouco, o publico também não tava muito instigado pelo que pude comprovar, mas provavelmente o pessoal tava guardando as energias para as estrelas da noite.

Durante o show da Carpo o clima estava muito bom e nesse momento deu pra conversar com quase todos caras das outras bandas, o pessoal do fuck on beach figuraças e comedores de espetinho riram e ficaram espantados quando eu soltei a velha brincadeira em inglês porco:

- you know what you ate a time before?
(vcs sabem o que vcs comeram a um tempo atrás?)
- no.
(não)
- that is called espetinho and is made with dead cat meat
(aquilo é chamado espetinho e é feito com carne de gato morto)

Nessa hora os caras começaram a rir e falar japones, soltei logo outra.

- and that is called charque and is made with meat of the donkeys died in collision with cars.
(e aquilo é chamado charque, é feita com carne de burros mortos nas estradas)

Olhos esbugalhados e mais risadas, fiquei perguntando besteiras sobre a cultura japonesa, quer saber de algo escroto? Pergunte sobre kancho. E voltando novamente a resenha.

Assim que termina a Carpo vem a banda que pra mim fez o melhor show da noite: Vivisick. Eu mesmo já tinha escutado dois albuns do Vivisick a algum tempo, o do split com o Mukeka e outro, e acho que pra quem estava ali era isso era muito. No entanto quando os caras soltaram os primeiros riffs percebeu-se que não era preciso saber a letra ou falar japonês nem nada, o som por sí próprio fez com que todos se reunissem na já famosa roda de pogo e começassem a celebração do rock, era nego voando, gente se trombando, todo mudo gritando e talz. No palco as coisas pareciam boas também, e quem prestasse um pouco mais de atenção nos sorrisos estampados nos carinhas de olhos puxados poderia ver que eles nos diziam: vocês são um público do caralho!

Depois de beber mais uma cervas e socializar um pouco com o pessoal entra a Fuck on Beach, ai começou a desgraceira (no bom sentido) a banda clássica provou ser tudo o que afirmam, a batera e a guitarra descarregando toda a energia que se pode imaginar, a roda pogo estava lá, mesmo que em menor volume que a do Vivisick. Não me lembro ao certo mas acho que o Mozine entrou no meio do show para tocar uma música com os caras, o que tem muito valor entre eles e para nós que assistimos aos shows. Com isso acabaram-se as apresentações niponicas e o terreno já estava mais que pronto para o Mukeka di rato.

O Mukeka di Rato dispensa comentários, os caras sempre surpeendem, e numa noite chuvosa levaram calor aquela pequena multidão sedenta por rock. A apresentação, longe de ser ruim ou mediana, serviu como desculpa não declarada pelo último show no mesmo armazém 14, e as desculpas foram aceitas, muito bem aceitas por sinal.

Nesse momento Cabeça (o cara que eu citei no segundo parágrafo) sobe no palco com toda a moral e se aloja em cima do caixa de retorno e fica lá, de camnarote, vê se pode. Alguém do Mukeka solta: "essa música é para o cara que trabalha na Mac Donadls" e tascaram um Mc Câncer Feliz. Olhei para Honório e falei: "é só erraram na profissão", e ele: "oxe, vou lá pra frente", fomos.

Num momento o baixista do Fuck On Beach assume o baixo, em outro o batera da mesma banda assume o lugar de Brek, olho para a arquibancada e vejo o baixista do Vivisick delirando, jogando cerveja na galera e pulando, roda pogo enorme, empurra-empurra, o palco é invadido, algazarra, felicidade. Porra! Rock é isso!!

Foi em uma noita chuvosa de maio, uma noite fudida de maio, e foi um show do caralho!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

shows

monte de shows bons em Recife esse ano,
vamos ver alguns, os que já foram:

iron maiden no jockey clube em março

motörhead no chevrollet hall em abril

e os que virão, agora em maio no dia 2
com as lindas bandinhas:

e pra acalmar a alma depois de tanto rock, no dia 9:

e parece que o gordo do axl rose avai pintar por aqui até o fim do ano.
a carteira ainda tá aguentando de boa, yeah!! =)