sábado, 6 de junho de 2026

When 45 summers pass

Porra! Lá vou eu escrever de novo aqui. Sendo sincero, não sei porque parei. As outras opções nesses "tempos modernos" são ficar com a cara no celular em redes sociais, varrendo feeds, recebendo dopamina barata, e... só isso mesmo, mude o são anterior para é. Tinha uma ideia antes de que era preciso produzir, não só consumir. Se vê tv, se escuta música, se lê livros, não se entrega nada de volta. Todo o universo interno fica só no interno, só para si mesmo, a escrita é uma forma de colocar um pouco disso pra fora. Afinal, como diria Chikero (que completa um ano de sua morte agora), cada cabeça é um mundo.

Ontem rejeitei a companhia de duas pessoas que gosto muito para ficar sozinho em casa, assistindo a videoclipes deitado no chão da sala. Fazendo isso enquanto fumava um natura parece que me reencontrei um pouco. Consegui parar um pouco e aproveitar o momento presente, mas ainda assim sem me livrar dos novos vícios, então ainda assim com o celular na cara. Foi bom, deu pra lembrar algumas coisas esquecidas, algumas memórias ressurgiram. Voltei no tempo, para 1994, no dia do meu aniversário de 13 anos.
No dia 13 de julho de 1994, o Brasil derrotou a Suécia pelo placar de 1 x 0 em partida válida pela semifinal da Copa do Mundo, realizada no estádio Rose Bowl, em Pasadena, nos Estados Unidos. [fonte: IA GEMINI]

Tenho uma lembrança desse dia. Eu estava triste, não sei dizer o porquê. Copa do mundo, Brasil começava a sua jornada rumo a conquista do tetra campeonato. Mas eu estava triste. Na minha lembrança era começo de noite, acredito que minha querida avó já havia falecido nesse mesmo ano. Eu tinha ido assistir ao jogo na rua onde ela morava e eu tinha amigos. Eu estava triste e chorava sozinho enquanto voltava pra casa. Me lembrei na época de uma frase, que acredito, que a Madona  disse "a alma se conecta ao corpo aos 13 anos". Treze. O numero 13 significa muito pra mim, fora o fato de ser o dia do meu aniversário posso citar a sexta feira treze, que tem a ver com o filme do Jason, de terror, que é o gênero que mais gosto, e o número do partido de esquerda ao qual simpatizo.

Trinta e dois anos depois, 2026, prestes a começar outra copa do mundo, dia 13, meu aniversário de 45 anos, jogo do Brasil no mesmo dia. Aquela mesma tristeza me pegou, dessa vez alguns dias antes, me pegou deitado no chão da sala, assistindo a videoclipes.

É uma merda, mas acho que sou meio sensível, entendi isso. Antes achava que a música era quem me deixava triste, ela quem fazia isso comigo, até perceber que não era a música, era eu. Na minha jornada de autoconhecimento percebi que tenho o lado emocional "não muito firme", a música age como um forte estimulo nessa área, influenciando minhas emoções. Lembro das brigas de rua (brigas físicas, lutas) que não foram poucas em minha infância e adolescência, onde mesmo eu ganhando a disputa, caia no choro. Mais uma dica de que meu emocional é muito emocional.

A música mexe muito comigo. Ela chega aos ouvidos mas atinge a muito mais. A letra fala para o racional, a melodia e ritmo ao emocional. Apesar da consciência disto ter chegado a pouco tempo, empiricamente eu já havia percebido. Em um momento da vida pulei de Legião Urbana para Ramones, Ratos de Porão, ACDC, Raimundos. Essas bandas eram muito mais confortáveis de ouvir. Me traziam uma sensação de alegria, uma energia que me deixavam mais feliz, mais otimista e com  mais atitude. Músicas mais rápidas e pesadas, com muito mais energia e alegria, que músicas mais lentas, que "entendo" como músicas tristes. Quando isso aconteceu mudei bastante, fui de um pré-depressivo para um pré-punk cínico e isso foi ótimo.

A vida é rápida. Não há mais tempo para esperar! Viva! Não perca o tiro de largada.

Ontem, deitado no chão assistindo videos no youtube essa música me fez chorar. Ela me levou para uma tarde de sol deitado no chão na casa minha avó.


 


sexta-feira, 17 de março de 2023

Vontade de tocar o f*da-se!

Decidi e comecei a me libertar. Cortei toda a comunicação possível, nem ao menos ver foto em redes sociais, evitar a todo custo o contato real. Funcionou bem. Voltei a sair, no começo sozinho, que não é tão ruim quanto imaginam e depois com um amigo do tempo da faculdade e outras pessoas. Fui a lugares novos, com pessoas novas. É cansativo mas a recompensa é boa.

Estava me habituando a nova rotina e um dia quando estava em casa ouvi um chamado do portão era ela. Havia batido o carro e me procurou, voltava da praia, lugar que nunca gostou muito de ir, mas que agora vai com frequência, graças é claro a influencia do cara lá. Mesmo achando esquisito aceitei ajudar, inclusive emprestando o meu carro e tendo que ir de bicicleta ao trabalho por causa disso. Ela aceitou. Houve a volta do contato pessoal.

Pensando não consigo decidir se agi como um babaca ou só uma pessoa que não se importa em ajudar. Descobri nesse tempo que o "namoro" havia acabado, como se eu não soubesse que nunca houve namoro, e sim uma tentativa por parte dela para que isso acontecesse. E pior, sabendo que dormiram juntos. Faziam 30 dias que não havia contato.

No começo ainda tentei ir mantendo a frieza, mas confesso que não consegui. Fui me aproximando, recebi em casa junto com meu filho, dei caronas, voltei a ir a casa dela. Mesmo sem saber se queria voltar ou não. Talvez haja uma ilusão minha, e o que ela queira seja somente minha amizade. Não a negarei se for isso, mas nesse momento está tudo muito recente, e se for pra sermos só amigos preciso matar totalmente o que ainda sinto, e a proximidade não ajuda.

Depois de nos aproximarmos houve uma semana muito ruim em que me pareceu claramente que essa proximidade era só em beneficio próprio dela. Fomos jantar e foi uma merda. Foi tão ruim que ela mesmo percebeu e se propôs a devolver parte do dinheiro que eu havia gasto. E eu pedi, a vontade de cortar o contato novamente voltou com força, comecei a fazer isso parcialmente. Percebi que houve uma tentativa de melhorar o relacionamento por parte dela. Aceitei.

Eis que no intuito de não passar por tudo que passei novamente foi lá checar a rede social. Achei coisas que me parecem que indicam que tudo se repete novamente, só que agora com outro cara. Curtidas, comentários, os risinhos, apesar de dessa vez respeitar um pouco mais minha presença (deixar o celular de lado quando estuo presente). Não estou disposto a passar por toda essa merda de novo!

terça-feira, 24 de janeiro de 2023

Ainda não acredito

    Me peguei duas vezes, ou mais, com uma voz interna gritando: "ESSE FOI O MAIOR ERRO DA SUA VIDA!". E foi um erro lento... demorado. Sabotei o que tanto sinto falta agora. Me apeguei a uma ideia fixa, falsa e fugaz, atrelada a hábitos de rua e amizades. Uma liberdade que não é liberdade, lembra aquele período livre ao se terminar o colegial e achar que a caminhada acabou, que agora se pode descansar e não prestar mais atenção em nada, sem se dar conta que outro ciclo se inicia, mais difícil e mais recompensador, no meu caso minha família.

    Pra mim foi muito fácil ficar cego, insensível, e não perceber o que se passava, só agora consigo ver tais atitudes desagradáveis que cometi, quantos momentos junto com eles perdi, quanto carinho e atenção deixei de dar. Trocas idiotas como tv ao filho e esposa. Irritação por banalidades. Fui plantando sementes ruins, sem me dar conta (ou sabendo e ignorando as consequências) de que o retorno chegaria, e ele chega. Entendo que a culpa da situação não é inteiramente minha, sendo frio na analise o outro lado também não era fácil, e talvez o Todo tenha me enviado exatamente a pessoa que eu precisava para o meu amadurecimento, é talvez tenha sido isso. Uma pessoa difícil para que na convivência eu pudesse aprender a lidar com ela, lapidando algum defeito em mim e assim dando um passo a frente, evoluindo.

    Perder é ruim, ser trocado é pior ainda!

quinta-feira, 27 de outubro de 2022

Hoje eu seco meu coração.

 Junior, leia isso num futuro rindo de sua falta de sabedoria.


Música é massa, estimula as emoções, vc chora, fica com raiva, cai na real, pensa na vida. Fiz muita merda e não pense que não sei que estou tendo os efeitos dos meus atos. Fiz sofrer muito mais.

Mas sofrimento, como aprendizado ou injustiça, nunca é agradável, para não ser em vão é bom aprender a lição. "Você é egoísta!" quantas vezes escutei!? O quanto parei pra refletir isso? Minutos, segundos? Está ai causa maior desse coração encharcado de lagrimas.

Boys don't cry, Ela disse adeus, essa duas músicas expressam bem os erros e consequências de agora. Choro, desgosto, medo...

A 



terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

RxDxPx 02-02-2018

A primeira lembrança que tenho de um show do Ratos foi de um festival de skate e rock que rolou no centro de convenções em 19XX. Me lembro de alguns flashes, eu com uma jaqueta do exército que era de Allan e a gente fumando maconha, essa também é minha primeira lembrança datada de desde quando fumo marijuana. Ratos de Porão e Cambio Negro HC, junto com Roberto Mya, Pacote e Allan, tavez tivesse mais gente, mas não lembro.

De volta ao presente, exatamente de volta ao dia 2 de fevereiro de 2018, show do Ratos no Cais Estelita, lugar pequeno, 300... sei lá quantas pessoas, palco baixo, thrash e hardcore nas atrações. Nesse mesmo dia rolaram dois shows porque os ingressos foram esgotados para o show das 22h, logo abriram mais um horário, as 17h, para todos poderem aproveitar. O público da banda aqui é consideravel, logo 300 ingressos voaram rápido. As outras bandas eram: Ruina, Rabujos e Decomposed God.

Show com ingressos esgotados.
Já tinha marcado com Honório pra ir ao show e comprei antecipadamente o meu ingresso e o dele, outro amigo nosso, Netinho, também pretendia ir, mas moscou na hora de comprar o ingresso e perdeu. Marquei com Honório as 21h30 e depois remarcamos para 22h. Honório, agora habilitado, seria o motorista da vez e não poderia beber, eu sim, mas não fazia questão, já que sempre temos alguns cigarrinhos do capeta com a gente.

Chegamos, na frente da parada o público é o de sempre, um monte de gente de camisa preta de heavy/thrarh/hc e caras mais sérias, mas é só a cara mesmo, a maioria é gente boa. Encontramos os amigos do rock, aquela galera que você quase sempre encontra nos picos, fumamos uns dois com dois amigos que encontramos por lá, do lado da barraca do rasta, que tava colocando uma espécie de música clássica, com um violino em destaque. Sei lá o motivo do rasta, vai ver era pra abafar o som da Ruina, que já estava tocando.

A gente se afastou um pouco e fomos sentar na praça pra poder fumar outro, sentamos entre dois grupos de pessoas que estavam lá. Enquanto eu quebrava a massinha fui abordado por um cara meio hippie que estava sentado num desses grupos que já estavam lá. Não me lembro exatamente o que ele perguntou, mas foi em espanhol, eu respondi "queres fumar um porro?", a resposta "si, si, si". O cara era do Chile estava aqui já há uns cinco meses morando em Olinda, e ganhava a vida fazendo acrobacias nos sinais. Eu desconfio dessa versão, acho que simplesmente ele já deve ter uma grana pra poder se aventurar em outros países do jeito que bem entender. Antes disso ele já havia morado na Colômbia (não me lembro qual país exatamente, mas acho que foi esse) antes.

Quando estávamos já terminando, chegaram Shurato e Marcio da Nômades, já calibrados com heinekens, conversamos e Márcio ligou para Mozart, que também estava sentado na praça e só vimos quando ele atendeu ao telefone. Conversamos mais amenidades e decidimos entrar.

O esquema do lugar era tipo boate, ou seja, você recebe um cartão e tudo que é consumido é registrado nele, guardem  essa informação. Bem eu estava de boa, mas como Honório ainda estava me devendo o dinheiro do ingresso fui consumindo no cartão dele. Antes de começar o show fui dar uma olhada nos merchandising das bandas, muita camisa preta e algumas brancas, pow custa fazer algumas camisas de outras cores? Como a do cara do Patch Customs (https://www.patchcustom.com.br/) que era do Ratos, mas amarela com o desenho em marrom/laranja? Por falar em Patch Customs, comprei um massa, edição limitada do RDP, existiam apenas 500 daqueles, e 200 tinham ido pro Japão, pequei o de número 112.

Ficamos eu Honório, Shurato, Marcio e Mozart encostados no bar e vendo o show. Pegamos do meio do show da Decomposed God. Gostei do som, e o vocalista disse antes de umas cinco músicas "e esse som é pra finalizar", o cabra gosta deve gostar de longas despedidas. Numa dessas músicas de finalizações de show observamos um furdunço, confusão, duas pessoas cabeludas se atracando e uma menina no meio da coisa. Ficamos sabendo depois que um tabacudo foi dar em cima da menina e ao ser rejeitado à agrediu com um soco. Bad, bad, bad, no show anterior do RDP (junto com GBH) por aqui, tinha acontecido algo do tipo. Ficamos conversando ao se perceber esse tipo de atitude deveria ser formada uma cocó (arapuca, tocaia) pra dar um surra nesse tipo de pessoas. Depois que vimos a foto percebemos que era um cara que tinha chegado no bar, onde a gente tava enconstado, empurrando todo mundo. Um dia ele acha o dele.

Depois foi a banda de Eurick e Jaca, Rabujos. Rabujos é uma banda lendária de Recife, lembro de ter visto uns shows deles quando eu era moleque lá na extinta Garage, a original, perto da ponte na Torre. O som começou com o vocal um pouco mais baixo, mas logo corrigiram e continuou sem problemas.

Enfim Ratos de Porão. Ficamos um tempo ainda onde estávamos, vi Shurato chegar pegar duas cervas e desaparecer lá na frente do show. Olhei para os lados e não vi Marcio, nem Mozart. Pensei "ox, o que eu tô fazendo aqui?", esperei terminar a música e fui lá pra frente ver o show de perto, eu não estava procurando o pessoal, mas quando cheguei no lugar que pretendia lá estavam os caras, não sei onde Honório estava nesse momento.

Ainda lá atrás, perto do bar já tínhamos comentado a aparência de Boca, o quanto ele parecia mais velho naquele momento, com o cabelo parecido um pouco com o do palhaço Bozo, tipo careca em cima e com cabelos dos lados. Lá na frente a impressão que os caras estão coroas aumentou. Deu pra ver de perto o Jão, o Boca, o Gordo e Junin. Me pareceu que quem tinha mais gás eram justamente os que tocavam cordas, Jão e Junin. Mas é claro que eu não perdi a chance de zoar um pouco com os meus ídolos, quando o som diminuía eu mandava "já tá cansado né coroa?", "senta ai e descansa um pouco, pô." e coisas assim. Kkkk.

O Show cara, muito bom como sempre, e dessa vez fiquei bastante perto dos caras e deu pra ver o show todo de boas. Os solos de Jão, as viradas de Boca, Junin viajando no baixo, e claro o Gordo e suas caretas. Esse entrou no hal dos melhores shows que já vi.

Vi Shurato comentando com Márcio que quando terminasse o show eles iriam pular a proteção e invadir o camarote. Dei os toques que iria também, mas antes disso ocorrer houve uma conversa com o segurança e ele disse pra irmos ao camarote. Não entendi, por que Shurato foi falar com o segurança, mas enfim. Quando terminou o show fomos pra entrada do camarote, Shurato emburaca, o segurança tenta barrar Marcio, ele diz que é da banda e o segurança exita, ele entra. Fui entrar e... priu me fodi, o cara me barrou... fiquei com cara de cu. Os caras saíram e mostraram as fotos, Jão e Boca, João Gordo estava chato e não rolou com ele, e Junin estava andando durante os outros shows, se quisessem tirar uma foto era só pedir, mas a moral mesmo são os coroas.

Bem o show tinha acabado, as últimas aventuras rolado e agora restava ir embora. Quando fomos lá pra saída a fila para pagar o cartão estava gigante. Honório já tinha pago o consumo de minhas heinekens, mas eu ainda precisava pegar a fila. Voltamos ao bar e os caras pagaram um balde de heineken, Honório tava pentelhando para irmos embora, e ele tava com um sono danado, dava pra ver. Ok, vamos embora, na saída a fila realmente estava pequena, vou lá, não tinha nada pra pagar, na hora da saída, no momento que eu apresento o cartão para o segurança liberar minha saída que olho para o lado quem encontro? JÃO!!! Perdi a primeira chance mas não a segunda, falei com ele e pedi pra tirar uma foto, comentei sobre a entrevista dele com o Gastão (no programa Kazagastão), o celular não pega direito, peço pra ele esperar um pouco, comento sobre o bar dele, o celular fotografa. Ele segue e entra na van e eu saio correndo pra e conto pra galera o ocorrido.

Indo pra casa Honório também dá uma carona pra Luciana, que mora bem próximo a minha casa. Sinto que os dias de ver o RDP ao vivo estão acabando, não sei até quando os caras aguentam. O tempo é um monstro.




quinta-feira, 3 de março de 2016

Adivinha, doutor, quem tá de volta na praça!?

Quanta água já passou pela ponte ein!? Faz um tempo que não posto nada, mas a vontade sempre continuou. Muita coisa rolou nesse tempo ausente. Virei pai, constitui família, agora trabalho para o governo, fui morar com a companheira, isso para dizer o minimo.

No campo do coisas a fazer antes de morrer, alguns sonhos realizados, mas com um monte ainda na espera. Como ver um show do ACDC, ver uma baleia de perto, visitar um vulcão e conhecer uma coffe shop em Amsterdã. Velhas manias persistem (old habits die hard), agora junto com as novas. Novos amigos dos trabalhos, da academia, da vida. Novos parentes.

A cabeça continua com "fome" o tempo todo, precisando de cultura e experiências psicoativas kkk. Bandas (incluindo a minha), livro, música, filmes, filosofia, politica, economia, só comida boa. Isso aqui é só pra tentar quebrar a inércia de escrever, vamos ver se anda novamente.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Ano de mudanças

1. Ex Míope

Hoje Depois de amanha (dia 12 de dezembro se você estiver com preguiça de calcular) completa um mês da minha cirurgia refrativa. Não uso mais óculos de grau, coisa que estava nos meus planos há muito tempo (junto com fazer uma tattoo e comprar um bateria). A cirurgia foi a FEMTO-LASIK, tinha outra ai, uma tal de PRK, mas disseram que essa última demoraria um eternidade para a visão estabilizar e ficar legal e o pós-operatório seria muito dolorido. Dai eu fiz a FEMTO-LASIK que foi muito tranquila e o pós-operatório foi muito... hm... digamos... suave na nave, ao menos para mim.

A cirurgia em si não incomoda em nada, só na hora cortar o "flap" é que há um desconforto, uma pequena pressão no olho, fora isso nada. Minha mãe e minha namorada me acompanharam no dia e sai de lá andando como se nada houvesse ocorrido, mas os olhos ficaram muito vermelhos e sensíveis a luz nos primeiros dias. A vermelhidão demorou um mês mais ou menso para sair, e a fotofobia uns dois ou três dias. Minha mãe estava mais tensa que eu no dia, mas minha namorada fez companhia a ela e tudo joia.

A cirurgia foi mais ou menos (bais ou benos) assim.

Faca no olho, doido. Kkkk
...é mentira... til til... é mentira... foi assim.


Essa é uma cirurgia similar a minha. E não, pow, esse não é meu olho. Meu olho é cor de mel, e esse olho feio dai tem cor de lodo podre. E agora é só no style total de óculos escuros, vou ter que usar por um tempinho ainda, mas tá de boa. Praia só daqui a dois meses, mas pense que eu não estou nem ligando porque os benefícios estão sendo imensuráveis. Custou o olho da cara (trocadilho nojento), mas valeu cada centavo.

Tô enxergando mais ou menos assim agora... mentira, claro, se fosse assim todo mundo iria fazer.
Sobre os planos da cirurgia, demorei dois anos para fazer essa bendita, da primeira vez que fui ao oftalmologista que foi indicado por amigos (Fernando Cunha do HVisão) a minha ideia era fazer no particular, mas o preço era tão alto que compensaria mais pagar um plano de saúde por dois anos e fazer a cirurgia depois do período de carência. Foi o que aconteceu. Completei os dois anos de carência em março desse ano, mas estava desempregado (esse vai dar outro post) e não tinha como pagar uma diferença que seria necessário pagar para fazer uma cirurgia personalizada, o plano só cobria o básico. Depois que comecei a trabalhar juntei o resto que faltava em poucos meses e pronto. Voi lá!


2. Ex Fudido das Costas

Eita que eu quis mesmo melhorar de saúde esse ano, além de ser um "ex-quatro olhos" (anotação mental: já posso chamar os outros de quatro olhos), me livrei das minhas dores nas costas. Ainda me pego perguntando hoje em dia por que diabos eu esperei tanto para ir a um ortopedista. Engraçado é que quando eu tava desempregado não fui ao médico, só depois que arranjei um é que me deu vontade de ir resolver essas broncas, vai saber, acho que era desânimo.

Neste caso me livrei das malditas dores lombares com RPG. Não meu filho, não é Caverna do Dragão, é uma especie de tortura medieval para qual conseguiram dar alguma utilidade. Mentira? Saca ai a mesa.

Instrumento de tortura medieval usado para o bem.
É pra se lascar, foram 10 seções de uns 45 minutos cada. Na primeira não senti nadinha e estava descrente, mas já na segunda a mágica aconteceu. Plim! simples assim, as dores cessaram e a partir das outras sessões fui sentindo o corpo mais leve, as pessoas reparavam que eu não estava mais andando envergado, vê que fera.  Nova vida, pow. Por sinal as sessões de RPG acabaram na última sexta feira e agora vou partir, provavelmente, para o Pilates e depois volto para academia. Diga ai, eu já me achava um velho decrépito antes do tempo de repente tô bom. Fuderoso. Qualidade de vida lá em cima.

PS: Vou escrever um texto sobre esse tempo sem postar, e o que aconteceu, mas adiantando. me iludi com umas boas colocações em concursos públicos que realizei e me deixaram de molho, até agora nenhum me chamou, mas tô aprovado. 

sábado, 13 de julho de 2013

Rascunho do novo texto.

Hoje é o dia do rock do ano de 2013 e eu tenho um artigo que trata exatamente desse tema sobre rock, mas um texto não começa do nada, existe todo um processo. Ele é rascunhado, posto para apurar, re-lido e corrigido, depois incrementado e deixado de lado um tempo, depois re-lido e por ai vai. Tenho um texto antigo que estou escrevendo sobre o primeiro show de que participei com a minha primeira banda de rock (que ainda hoje toco com dois dos três integrantes desa época) e como o blog tá parado a muito tempo resolvi por o rascunho aqui. Um dia eu termino, com fotos e tudo o mais. Mas por enquanto é só isso.

...
Mas antes da desventura de roqueiros debutantes iniciar tivemos uma péssima noticia. Rato um conhecido meu e mais próximo de Markito e Honorio foi encontrado morto com o corpo contorcido em cima do sofá de sua casa. O motivo? suicídio. Veneno de rato, a morte as vezes faz piadas de muito mal gosto. Markito, aparentemente o mais próximo de rato entre todos os Anarkoticos, escreveu uma letra chamada "conclusão precipitada" que tem o seguinte refrão (pelo que eu me lembro):
Conclusão precipitada
Como você diz
Sua vida não vale nada
Se você nem quis
A noticia chocou a todos, mas o show tinha que continuar. Clube carnavalesco misto Lenhadores.
[foto]
Tudo bem, na medida do possível, algumas dezenas de rockeiros na porta do clube. Fim de tarde, aquela horinha em que o céu fica laranja, eu bebendo algo que não me lembro, mas chuto que era vinho barato, vinho Carreteiro. A frente do clube fica em frente a lateral de um colégio publico que tem o apelido de gaiolinha, e como era sábado a coisa estava meio deserta, o clima estava bem agradável nem quente nem frio, vários grupos de pessoas conversando e rindo a vontade e guitarras e baixos encostados na parede do clube guardando o lugar na fila de entrada. Era o silencio que precedia o esporro, pois naquele exato momento o silencio foi quebrado por sirenes e várias viaturas da policia fechando todas as ruas que davam para a entrada do clube. O fato, como gosto de lembra-lo ficou conhecido como O MAIOR BACULEJO DE TODOS OS TEMPOS.
A coisa parecia meio surreal aos nosso olhos, nunca se tinha visto tantas viaturas juntas no mesmo lugar. Acho que eram 3 caminhonetes e 4 carros, fecharam as duas ruas e nos encurralaram no meio.
[mapa]
Claro que como era o maio baculejo de todos os tempos também tinha o maior paredão de todos os tempos, a revista era feita no muro do colégio, e eu estava na parede do clube junto com Jubinha, tomando conta dos instrumentos. Quando vieram terminar o baculejo, com o pessoal que estava encostado no muro do clube, nos revistaram e perguntaram a Jubinha quem era o dono da guitarra, ele respondeu dizendo que a guitarra era minha, então tive que abrir o case e tirar a guitarra, os cabos, a pedaleira fonte e tudo de dentro. Nada encontrado e eu começo a guardar as coisas então chega outro policial e pede pra eu tirar tudo novamente. Depois da segunda vistoria ele pergunta de quem é o baixo (que estava sob a responsabilidade de Honório, que eu não sei onde estava), Jubinha não espera nem ele terminar a frase e diz que é meu também e lá vou eu esvaziar o case do baixo como fiz na guitarra. FUUUU!! Enquanto isso Jubinha rindo da minha cara, é foda!
Depois de ser revistado e guardar guitarra e baixo em seus cases fui ver o que estava acontecendo, Geydson o guitarrista e líder da Ugly Boys estava tendo problema por ter levado Mariana, que é a prima de sua esposa. O problema é que na época Mariana era bem novinha e o policial cismou que ela não deveria estar ali, mesmo sob a responsabilidade de Geydson. Então ele montou na moto e levou Mariana embora.
Entramos, já tinha um povo lá, muitos amigos, muita gente conhecida, afinal era um evento no nosso bairro e quase todos compareceram. O palco ficava no fundo e bem ao centro, na sua frente tinha um salão e existia bastante espaços dos lados. A minha turma estava do lado direito já bebendo, e com uma figurinha que eu nunca tinha visto atá aquele dia, Cacá. Cacá é um homossexual, e muito escroto. Assim que cheguei ele pediu para que eu juntasse os dois dedos indicadores e médios das suas mãos, depois ele segurou e disse "hm... é grossinho". Pegadinha da galera, rimos e continuamos lá vendo a movimentação.
Nesse ponto...
E o texto parou por ai, ainda falta o começo que está em outro arquivo .txt, daqui pro fim do ano eu termino, tô passando por uma fase transitória da vida fiquei com pouco tempo (disposição) pro blog, mas não vamos deixar a peteca cair, quero ler isso daqui quando for velho... mais velho.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Chi-Chi-Chile - parte 01


O texto inicialmente começava assim:
Sapourra...
Era pra eu tá estudando, mas para isso eu precisaria instalar o cccp... que por sua vez precisa do directx (de alguma versão) instalado, que pra baixar e tá demorando. Então eu resolvi escrever como foi a viagem ao Chile, e sim, antes que eu esqueça... nessapourra!
E deveria contar toda a história da viagem ao Chile que aconteceu em... hm... março desse ano, mas por motivos quaisquer (e eu não me arrisco a tentar lista-los aqui), novamente deixei tudo parado. Postei exatamente três vezes no ano passado, e para não ser pior que em 2011 me senti meio que na obrigação de no minimo deixar empatado e não piorar. Esse texto eu comecei a alguns meses atrás e não terminai, então essa será a primeira parte, sei que a cada tempo que passa fica pior para lembrar, mas melhor que não registrar nada.

Chi-Chi-Chi-le parte 01:


Teve um monte de metas que eu coloquei na virada de 2009 para 2010, entre elas tinha uma visita a Patricia lá na França, mas como o tempo passa o mundo gira e o mundo é uma bola houve algumas mudanças. Houve MUITAS mudanças. Primeiro da Europa para a America do Sul, e depois da França para o Chile, e olhe que quase que não rolava nem isso, mas no fim foram 9 dias fora de casa com um amigo do trabalho e da vida, o destino? Santiago.

O melhor jeito de tentar lembrar tudo é tentar um estilo mini diário, comentando cada dia da viagem, assim como acontece no ótimo livro do Panço o Jason 2001 - uma odisseia na Europa. O estado atual do texto é que foi escrito até o dia 5 de 9, mas aqui vão os 4 primeiros dias. O resto fica para depois, na esperança que não demore tanto quanto o texto anterior sobre o show do NO-FX. 

Dia 1 (05/03/12) Medo de avião? Não.
Eu nunca tinha andado de avião antes, já sabia que avião estatisticamente falando é o meio de transporte mais seguro que existe, mas mesmo assim não pude deixar de pensar que a maioria dos acidentes acontece na decolagem e no pouso e que de Recife até Santiago eu iria experimentar 3 decolagens e 3 aterrissagens. Pensei que sentiria mais medo, mas foi bem sussa. Passei a acreditar mais na engenharia quando estava lá em cima com as nuvens parecendo vaporezinhos lááááá embaixo. E passei a ter mais fé ao sentir realmente, e do lado de dentro, que aquele trambolho enorme e pesado estava no ar.

Aumentei a fé na raça humana.
O esquema foi Recife à Guarulhos, Guarulho à Buenos Aires, e finalmente Buenos Aires à Santiago. Isso com uma paradinha rápida de quatro horas em Guarulhos, sim estou tentando ser sarcástico. Quatro horas para matar num aeroporto, beber quase sempre é uma opção para assassinar as horas, então foi hora para tomar um chopp. Não me lembro se almoçamos e bebemos ou ao contrário, a única lembrança que tenho é a de que foram caros.

Chopp em Guarulhos.
Segundo avião, mais algumas horinhas sentados, chegamos a Buenos Aires, nem descemos do avião, entra gente, sai gente, o avião sobe novamente. Chegamos ao Chile de madrugada, frio, nós dois eu e Baregonta (Luciano), dois matutos que nunca tínhamos saído do Brasil (eu não tinha saído nem do Nordeste então), em terras estrangeiras. Primeiro choque cultural: coisas funcionando. As vias pelas quais fomos de táxi do aeroporto ao albergue (que equivaleriam as nossas "BR"s) totalmente perfeita, lisinha que parecia um tapete, pra falar a verdade acho que eram privadas com cobrança de pedágio, mas vejam só a cobrança era automática, não precisava parar.

Ficamos no albergue Andes Hostel, com localização muito boa em frente a estação de metrô Belas Artes (), o que se provou ser bem conveniente. Não me lembro mais de que horas chegamos ao albergue, mas acho que era umas 4 horas da madruga.

Visão da janela do albergue, Estacion Belas Artes.

Dia 2 (06/03/12) Dois matutos longe de casa.
Acordei mais cedo que Baregonta, tomei café e fui dar uma volta na rua. Ruas limpas e motoristas educados, coisa de louco, colocou o pé no asfalto os carros param. Nesse dia não percebi, mas por lá o s horários parecem deslocados em umas duas horas, algo como acordar as 8 horas da manhã por lá equivale à acordar as 6 horas por aqui. Pouco menos que uma hora depois me encontrei com Luciano e ficamos perambulando pela cidade e conhecendo alguns pontos turísticos e lojas e essas coisas. Ainda não estávamos acostumados com a língua espanhola e fomos no portunhol.

Conhecemos a Plaza das Armas, Catedral de Santiago, o Mercado Central, Estacion Mapucho, Serro de Santa Lucía e passamos rapidamente pela feira de artesanatos chilena. Tudo isso a pé, acho que andamos cerca de 10 km, bem por ai.

Alguns locais visitados no primeiro dia.
A noite encontramos o casal de amigos nossos chilenos, nos levaram para comer e conhecer um pouco da cidade e a casa deles. Eles iriam se casar alguns dias depois e nós eramos convidados. Fomos a um pub Alemão (acho) e tomamos uma cerveja muito boa, cujo o nome não me lembro, e um hambúrguer com carne de churrasco que nunca tinha comido igual e tão delicioso. Acho que foi aqui que percebi que eles usam abacate como tempero, condimento, algo como ketchup ou maionese. Recebemos as boas vindas, conversamos muito nos despedimos e voltamos ao albergue, nos encontraríamos com eles novamente alguns dias depois.

Cerveza.

Dia 3 (07/03/12) Saindo do Chile
O segundo plano oficial era conhecer vários países da América do Sul, seriam: Peru, Chile, Argentina e Uruguai. Mas só deu pra ser o plano C, não por causa da grana, mas pelo tempo mesmo. Então para não ser uma diminuição muito grande decidimos que iriamos ao menos cruzar a Cordilheira dos Andes, e foi o que fizemos.

Cruzar de avião não dava, tinha que ser mais calmo, mais devagar, para poder ver algo. Fomos a rodoviária e pegamos o ônibus, assim iriamos literalmente atravessar os Andes. Seis horas em um ônibus praticamente vazio vendo belas paisagens e montanhas. Subimos pelo caminho que faz um zigue-zague para poder subir o Andes, vimos marcas enormes de erosão, montanhas enormes, viniculturas, em um momento pudemos ver o ponto mais alto das Américas  o Aconcágua. A última boa surpresa da viagem de ônibus foi belo lago de águas azuis, que as fotos não conseguem mostrar direito. Ainda durante essa viagem houve uma paradinha para a fiscalização. O destino da viagem foi Mendonza, na Argentina.

Panorâmica da rodoviária em Santiago.
Mendonza, o lugar onde você anda de meia noite pelado na rua e não sente frio (tá, tá eu sei que depende da época do ano, mas o clima a noite estava bastante agradável). Chegando na rodoviária nós decidimos ir a pé até o albergue, então Luciano marcou o endereço no GPS e fomos andando, uns 3 km, com as mochilas nas costas. Valeu muito, além de economizarmos uma grana conhecemos o lugar no caminho.

Chegamos ao albergue e dividimos o quarto com dois caras não sei de onde, banheiro apertadíssimo  mas o ambiente era bem legal. Mendonza é uma cidade turística conhecida por seus vinhos, resolvemos comer uma boa comida. O carinha que trabalhava no albergue era um brasileiro que tinha decidido ir viver lá e tinha se tornado um local, puxei papo e ele sugeriu uma rua onde poderíamos comer boa comida, ele era vegetariano, mas sugeriu um lugar onde comeríamos carne, enfim.

Malabarismos no banheiro.
O jantar para mim não foi muito legal, pedi algo que julguei ser bom porque tinha purê, mas na carne veio uma espécie de miúdo de boi, feio e ruim, me lasquei e deixei quase tudo. O garçom na hora de recolher o prato ficou com cara de cu lá e parecia triste porque eu tinha deixado comida no prato. Luciano se deu muito bem, no prato dele veio um pedaço enorme e suculento de carne grelhada com um vinagrete, o ouro, pena que ele tem estômago fraco e ficou passando mal. Tomamos um vinho bem gostoso na janta, que eu levei pelo meio da rua tomando o resto, já que o Bare tava lascado.

Baregota 1 x Eu 0
Nesse dia eu estava com uma camiseta do Família Reggae, um bloco de Afogados que sai no carnaval só  tocando Reggae, a camisa tem as cores da Jamaica e uns desenhos de Bob Marley, dai no caminho pra casa veio um doidão e me ofereceu maconha, que eu acho que tenha sido só por causa da camisa. E no outro dia quando fomos conhecer mais a cidade passamos numa praça que tinha um chafariz de vinho e um hippie me perguntou se eu tinha "porro" que é maconha, eu não tinha, mas não seria mal se eu tivesse. Culturas diferentes, o combo do Mac Donalds por lá vem com um vinho, fera demais.

Dia 4 (08/03/12) Caminhando e andando
Compramos lembrancinhas, alfajores e conhecemos algumas praças. Um fato que precisa ser comentado é que vimos um monte de carros velhos andando lado a lado com carros novos. E quando eu digo carro velho quero dizer carros antigos e carros velhos de verdade, com lataria toda lascada e enferrujada, porém funcionando normalmente. Chegamos até a ver um ônibus que era todo de madeira, e tinha um monte de passageiros dentro. Nesse dia um cachorro ficou seguindo a gente por boa parte de nossa andada, ele meio que nos adotou e nos seguiu por alguns quilômetros.

O velho e o novo.
Resolvemos as coisas no albergue e pegamos o ônibus de volta pra Santiago. Mais seis horas de viagem, dessa vez descansando mais. Aproveitei e fui escutando mp3 do celular rosa que minha namorada tinha me emprestado, deu pra escutar os álbuns completos de  Bezerra da Silva, Leptospirose, Dizzy Gillespie e SNJ até que a bateria morreu; pense numa misturada. Na volta paramos na alfandega, e mesmo com o sol fazia um frio infernal, todas as mochilas do ônibus passaram pela esteira. Aproveitei a parada para trazer uma pedra dos Andes de lembrança. Depois Luciano ficou se perguntando por que não tinha pensado nisso também.

Alfandega Argentina - Chile.
Chegamos de volta ao Chile. Na rodoviária, resolvemos comer por ali mesmo. Pedi uma tal de Chorrilana de Frango e Luciano pediu alguma coisa "A lo pobre". "A lo pobre" é comida para quem tá com fome, é comida pra encher o bucho (assim nos disse Iga o nosso amigo chileno a quem estávamos visitando) e vem com 2 ovos fritos... deveriam ser fritos, os de Luciano vieram praticamente crus. Agora estávamos empatados em desastres culinários, 1 a 1. Não me lembro se chegamos a jogar fliperama, mas tinha umas maquinas por lá, andamos de volta ao metrô e descemos na estação em frente ao albergue, a escolha daquele começava a se mostrar sábia.

Chorrilana de Frango e suco rojo.
Aqui termina a primeira parte da aventura, em menos de 2 anos eu coloco a continuação. Alguém lê isso?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

2 anos do show do NOFX e o resto da história.

Hm... onde eu parei mesmo?

Parte II (dois, seu burro).
Ah... tah.... parei depois do fuminho do capeta e o novo bordão "pra mim ta limpeza", se quiser ler tá aqui. A gente já tava chegando, e paramos num botequinho de beira de estrada, um misto de boteco com mercadinho, se a memória não falha. Já estávamos há quase 12h na van e o que mais queríamos naquele momento era chegar, então perguntamos a pessoa lá quantos quilômetros faltavam mais ou menos para chegar em Fortaleza e recebemos em troca a pérola: "vocês querem a quilometragem em espaço ou em tempo?", sei que a intenção foi boa, mas QUILOMETRAGEM em tempo é foda!

Seguimos. Chegamos e já paramos no local do show para pegar os ingressos. Pense numa alegria, parecia um monte de tabacudos, acho que naquele momento eramos mesmo tabacudos. Tabacudos e sujos, 12h numa van passando por um calor desgraçado e sem tomar banho. Só que o combinado foi bate e volta, então não tinha pousada, nem albergue nem nada.

E na frente da enrada.
Fomos andando com a van e entramos numa rua que ficava ao lado do local do show, todos pensando em como descolar um banho. Foi quando cogitamos entrar com uma van num motel pra poder tomar o banho, detalhe é que tinha só uma menina acompanhando a gente, Juliana. Paramos na frente do motel e fomos conversando, o cara da portaria disse que ia falar com a gerente, ela disse que só poderiam no máximo entrar 3 pessoas.

Três marmanjos toparam e entraram no motel tomaram banho, assistiram ao pedaço de um jogo e ainda fizeram uma lara. Não sei quão caro saio o banho, mas o nosso foi mais trash.

Voltamos pra rua e ficamos matutando como poderiamos tomar um banho que não fosse muito caro, foi quando eu vi um homem e duas mulheres vindo na nossa direção. Pensei: vou ariscar, acho que o diálogo foi  mais ou menos assim:
- Oi tudo bem?
- Tudo
- Vocês moram aqui perto?
- Sim a gente mora logo ali.
- A gente vei de Recife pra um show e estamos todos sujos, com vontade de tomar um banho. Vocês estão a fim de ganhar uma grana?
Nessa parte o motorista se meteu na conversa e resolveu o resto, iriamos tomar banho na casa de um local por cinco reais à cabeça, foi um bom negócio no fim das contas. Fomos tomar o banho lá na casa, ai a parte engraçada, o banheiro não tinha porta, tinha uma pano pendurado que servia como porta, e perto tinha um ventilador que toda vez que apontava para o pano ele se levantava e era seguido por risadinhas. Risadinhas dades pelas meninas que moravam na casa e pelo jeito nunca tinham visto um homem nú, tenso e engraçado ao mesmo tempo. Eibsong (o gordinho RKL) comenta:
caramba, eu não me lembro, assim... Tenta adicionar a cena que as mulheres da casa estava brechando a galera na hora que estava tomando banho, isso seria bom!
Lembro que teve um engraçadinho que ainda deu um cagão na casa NA MAIOR MORAL!!! estilo sentado cagando e lendo como se fosse em casa. Bem, depois do banho a gente tomou uma bebida tosca perto da van, na frente da casa, era fim de tarde quase noite, a bebida era uma mistura de redbull com laranjada Coca Cola e vodka. E tudo tava lindo para irmos ao show que ficava bem pertinho, cerca de uns duzentos metros da casa.

Bebida com poderes de reenergização.
Caminhamos até a frente do local do show e entramos. Enfim no show, entrei fui logo procurar um lugar para comprar uma cervas e minha surpresa não foi muita ao encontrar uma galera massa de Pernambuco e redondezas por lá, vi: Julio, Diego, Trenda (não é de PE, mas enfim) e Renan. Provavelmente tinha mais gente do movimento daqui por lá, mas eu não vi, ou se vi esqueci depois desses dois anos. Troquei algumas palavras com o povo e fui elevar meu espírito para o show -beber e jogar conversa fora, rir, com o povo.

Eu já tinha visto a tenda de vendas da banda quando entrei mas só depois de pegar acerva é que fui lá. Arrisquei o meu inglês para comprar uma camisa official do NOFX, que achei que seria da Fat Wreck Chords, mas tinham sido fabricadas aqui no Brasil mesmo. Comprei a dita cuja (que uso até hoje) e ganhei um poster do show, todo mundo que comprava algo ganhava um poster do show. Mas o foda era ficar segurando o poster durante o show, consegui pegar uns três, alguns que estavam no chão e escondi atrás de umas cadeiras e fui assistir.

E fomos curtir o show, que começou assim:


E foi muito foda, muita música massa, é NOFX  né? O El Hefe pedindo pipoca, o povo sem entender,  as chatisses tipicas do Fat Mike, tava tudo lá. Em algum momento alguém levantou a bandeira de Pernambuco e ficou dançando no meio da multidão, dai o Fat Mike perguntou se aquela bandeira tinha a ver com o movimento gay. Hilário.

Tem um cartunista do jornal O Povo do Ceará que tem um blog que eu frequento muito, o Guabiras, e algumas semanas antes tinha rolado um concurso para ganhar uma zine dele, que ele estava lançando, quem postasse nos comentários primeiro ganhava, e dai eu consegui ficar entre os primeiros e para que não fosse gasto dinheiro com o frete, como eu e ele iriamos assistir ao show, marcamos dele me entregar a zine lá mesmo no show do NOFX.
Olha ai a figura, com seu filho e também personagem de suas tiras, o Luís Henrique.
Era pra ganahr somente um exemplar do Zine, terminei ganhando dois. Tentei entregar um exemplar ao Fat Mike durante o show, mas ele ficou com cara de cu sem entender nada.

Seguei ai mais um pouco do show.


Quando terminou fui atrás dos meus lindos posteres e... o lugar mais limpo, nao tinha porra nenhuma de poster nem nada. Fui lá na barraquinha e apelei de novo para o doidão que tava vendendo as paradas lá. Falei algo como se o meu poster tivesse sido amassado durante o show e ele me deu outro, tudo isso em inglês porco e o cara lá, gringo, com cara de assustado. Esse poster virou quadro, e tá pendurado no meu quarto.

Acabou-se o show e fomos para rua perambular e esperar o fela do motorista voltar do lugar onde ele tinha ido dormir, foi ai que rolou uma trêta que não sei bem explicar. André Chaparral tava com uma camisa de Pernambuco e acho que alguém foi tretar com ele, que não deixou barato, claro. O resumo dele sobre o evento:
Treta não. Eu chamei o cara de puto e disse pra ele dar uma tapa!!!
kkkkkkkkkkk
Ele veio tirar onda com a camisa de pernambuco, dizendo que era de viado e tal!
Depois disso nada mais, descanso total no delicioso chão do posto de gasolina.

[COLOCAR A FOTO AQUI DO POVO DORMINDO NO POSTO]

A volta pareceu bem mais rápida que a ida, sempre é asism né? Ficamos escutando as rádios por onde passavamos e paramos em algum lugar para comer, que era bem rústico, tipo quase tudo feito de madeiras e cipós e tinha tipo umas galinhas e talz, sei lá. Nessas rádios que viemos escutando no caminho, outro bordão surgiu, uma música foda do Paulo Diniz, Um chopp pra distrair.

O tempo passou e as lembranças ficaram para sempre. Agora estou esperando aqui outra oportunidade pra sair numa trip do mal com essa galera massa (DOSOL 2012?), porque essa foi boa demais. 

Até mais e obrigado pela Vodka.
PS: Eles vão fazer dois shows esse ano aqui no Brasil, mas não vão passar pelo nordeste. =/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

when 30 summers pass*

*plágio (e adulteração) do título da música When 20 Summers Pass (da banda Shelter) =D

Sexy até demais! =D
Faz tempo venho pensando em escrever esse post, e hoje o dia chegou. Trata-se do meu aniversário de 30 anos. Pow, REALMENTE PASSA RAPIDO. Você vai tirar um cochilo com 13 anos e se acorda com 30. Incrivel. Estava pensando em fazer uma estatistica sobre esses trinta anos (mais nerd impossivel), com os fatos relevantes que tive na vida, mas no fim das contas... eu fiz mesmo, não do modo como queira, e ficou algo assim:
Trinta primaveras,... Er, desisti de novo.
Está ai uma coisa que se demora a descobrir, como você é mesmo. A visão que você tem de si próprio. Lembro como se fosse ontem meu aniversário de 13 anos, esse número sempre significou algo para mim, não somente por ser o dia do meu aniversário, eu realmente simpatizo com esse número, e espero que me dê a longevidade do Zagallo (jurava que ele já tinha morrido). Bem no meu aniversário de 13 anos estávamos na copa de 94, que foi inesquecível pra mim, e eu me lembro de estar na chuva, um pouco triste, não sei o porquê, mas com chuva e eu voltando para minha casa, vindo da casa da minha avó, enfim. E voltando ao inicio desse parágrafo a visão que tenho de mim mesmo hoje é a de um cara que vive até o ultimo instante as fases da vida.

Como assim? Tipo, extendendo tudo, infância até os 16 adolescência até os 30. Mas já sinto as inquetações, as mudanças, nada forçado, tudo natural, da vida adulta vindo. Isso é bom, é algo novo. Para falar a verdade nem é tão legal. Legal seria parar no tempo em uma fase boa da vida, mas se existem lembranças boas e saudades esses são os atestados de que a vida está valendo, então carry on.

Vim escrever isso para servir de registro, para que eu possa ler isso daqui a alguns anos, aos trinta e um? quarenta? Independente. Mainha está na sala assistindo tv e painho na cozinha, provavelmente beliscando alguma coisa. Sou feliz agora e queria ter a consciência disso. =D

Em tempo, hoje está um dia comum aqui na rua, os guris brincando, as luzes amarelas dos postes e a penumbra entre eles. Hoje vim do trabalho escutando Boom Boom Kid e tocou uma música fera demais La Vida Esta Bien Si No Te Rindes. A letra tem algo a ver com hoje, mas não tudo, ela esta ai embaixo.
It's a little bit complicated (x4)
Always nothing for us, nothing for me
Everybody backs to working again
Life's a gas, and I think of this 24 hours for day, oh yeah
It's a little bit complicated
"Always nothing for us, nothing for me" essa parte não tem a ver com hoje. Mas "Life's a gas" tem, e inclusive já pensei, e tenho vontade de fazer, uma tattoo com essa frase, mas não só por essa música, por uma do Ramones, chamada... thanananam... Life's a gas.

Mas essas musicas são meio tristinhas e hoje não é dia de tristeza. Certa vez li em um messenger da vida: "Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons". Não quero, e nem vou, azedar, então uma música mais animada para fechar esse post, e que tem a ver com o dia.

domingo, 10 de abril de 2011

criando o poster do primeiro show do perna preta

Faz um tempinho que voltei a frequentar shows de bandas independentes daqui de PE, e nesses shows conheci uma porrada de gente sussa, e muita gente de bandas e envolvida na cena. Depois de algum tempo socializando (ou antisocializando, sou chato páca) surgiu o convite para participar de um coletivo com o objetivo de promover a cena rock independente organizando shows e etc. Após alguma conversa o coletivo foi criado com o nome Perna Preta.

Logo (temporário?) do Perna Preta.
Bem, vou logo dizendo que todos perguntam o porquê do nome Perna Preta, e eu vou logo adiantando que explico em outro post. O lance aqui é que organizamos o primeiro show, e terminei ficando responsável pela criação do cartaz do show. Então pus aqui como foi a criação do mesmo, nos passos abaixo dá pra ver os rascunhos e as versões antes da versão final.
Scan tosco do rascunho feito a lápis (clica que fica grande).
Essa primeira imagem foi a idéia inicial, como era aperreio auditivo imaginei que teria que ter algo relacionado a orelha, dai pus um cara com um funil na orelha, onde entraria todo o aperreio. Então fui desenhando em outra parte do papel (a esquerda do boneco) o que poderia ser enfiado dentro do funil. Não desenhei direto porque não tinha espaço no A4, já que tinha o título logo acima do boneco, mas tipo eu já tinha colocado alguns comentários para não me esquecer de nada. Dai depois de rascunhado e scaneado foi a hora da primeira montagem, ou rascunho.

Primeiro rascunho do cartaz.
Rascunho simpleszão, só com o desenho e os nomes no lugar. Então eu dei uma outra olhada no cartaz e viajei total, tudo isso porque fui ver os cartazes dos outros shows e achei tudo muito profissa, e o meu muito preto e branco, então decidi enfeitar o lance.

Cartaz enfeitado e rejeitado.
Eu ainda nem tinha terminado ainda. O cartaz ia ficar muito mais colorido, dai fui pedir a opinião da galera do coletivo pelo facebook e...

Comentários.
Okay, a maioria é quem manda, e foi até bom, pq no final das contas gostei mais do novo cartaz. Com as opiniões eu saquei que queriam algo mais próximo do rascunho original, então fiz mais algumas versões.

Versão 02.

Versão 03.
Mas eu sentia que faltava algo, tinha rolado uma sugestão de por alguma frase engraçada e talz, dai eu me lembrei de um zine punk inglês que tinha algo como: "for punks girls". A idéia que peguei foi o cara mudando de opinião depois de ter escrito que a zine era para punks e dando uma de espertinho, meio que, convidando as meninas =). E depois teve a idéia de mudar a bola oito ali em cima para uma bomba, então ficou assim.

Obra de arte =).
A cereja no bolo foi "ligar a televisão", o insight foi me lembrar daquela menina louca da música "Friday" (veja por sua conta e risco), sei lá o nome dessa desgraça, acho que o nome da mina é Rebecca. Então pronto, terminei, mas talvez mudemos a banda Nação Corrompida pela Xico Xavier.

PS: Ahhhhhhhh sim! Já ia esquecendo, esse vai ser o primeiro show da minha banda, Veneno. Acho que merece uma resenha do show depois, se a prequiça deixar. =D

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

promessas e metas para 2011

Hmm... fim de ano chegando (faltam 6 horas pra 2011) e decidi escrever algumas metas e promessas pra 2011. De alguma forma vai servir para documentar o que quero agora e para verificar ao final do próximo ano o quanto eu andei. Outra é pra ter metas bem definidas, já que acabei o mestrado e estou sem uma meta bem definida ainda. Bem, este vai ser um post rápido porque tenho que me preparar para que no momento da virada eu esteja elegante o suficiente (eu diria bonito a altura) para beber a deliciosa Sidra Cereser, encher a pança de peru e desejar (mesmo que não seja mesmo um desejo de verdade e só palavras saindo da minha boca) um feliz ano novo para toda a vizinhança (já vi que não vou nem precisar fazer a barba). Sem falar em rir desse monte de gente que fica "bonita" na noite de ano novo, é a maior concentração de chapinha por metro quadrado já vista em um bairro, mas bem... lets go!...

...para facilitar as coisas vamos separar por promessas e metas, primeiro promessas.
  1. Fazer a barba pelo menos três vezes por semana. Atualmente eu faço semanalmente, e olhe que tem época que eu passo mais tempo.
  2. Prometo que esse ano eu ponho aparelho nos destes pra consertar alguns problemas.
  3. Prometo que vou falar menos palavrão.
  4. Prometo que vou me dedicar mais a minha familia, ou seja, sair mais com meus pais, inclusive ir assistir a um jogo na Ilha do Retiro com meu Pai, e viajar com os coroas pra passar um fds viajando pelo litoral sul.
  5. Confiar mais na minha intuição do que na minha razão, e também deixar de ser tão racional pra um monte de coisas, principalmente em relacionamentos.

No momento só me lembro dessas, mas deve ter mais, sei lá. Metas:
  1. Reduzir o índice de massa gorda de 14% para 12% (isso o cara da academia passou para ser em 3 meses, mas eu estou colocando para 1 ano, hehehe)
  2. Alcançar 50% da minha meta de salário no ano que vem, se eu terminar de revisar o meu mestrado vai pra bem perto disso, mas o cnpq é uma roleta, então... =(
  3. Começar com os planos de abandonar o ninho. É meu amigo, sair de casa, já está mais que na hora.
  4. Tocar em pelo menos 6 shows com minha banda. E se der, um fora de PE.
  5. Ir ao Rock In Rio.
  6. Ir visitar Patricia, na França, junto com Luciano e passar 1 mês pela Europa mochilando.
  7. Já ia esquecendo, participar de duas corridas de rua. \o/
Pronto isso já está suficiente, acho que vou ter muito o que fazer durante 2011. =D

FELIZ ANO NOVO!!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

livros lidos em 2010

Esse ano foi até legal em literatura pra mim, mas não bati o meu recorde de 12 livros em um ano. Neste foram nove, com a desistência de leitura de dois, de ruins que eram. Ai a lista dos livros. =D

Jason 2001: Uma Odisséia na Europa - Leonardo Panço
Este livro reúne diários de viagem que o jornalista e guitarrista Leonardo Panço escreveu durante as principais turnês do Jason pela Europa e pelo Nordeste do Brasil. "É bom lembrar que cada texto desse livro foi escrito em um ano diferente, ou uma época distinta. É uma compilação de cinco espécies de diários. Nada mais. Não tem meio, começo, fim, essas coisas literárias", explica Panço. Um curioso e divertido retrato sobre o que é ter uma banda independente e cair na estrada para fazer shows, tudo muito bem ilustrado com fotos, cartazes dos shows, discografia da banda e outras coisas mais!
[fonte]

Angú de Sangue - Marcelino Freire
Publicado em 2000, "Angu de Sangue" foi o meu primeiro livro a sair por uma editora. Graças à indicação do crítico literário João Alexandre Barbosa, que, além de me apresentar à Ateliê Editorial, acabou escrevendo o prefácio. O livro reúne 17 contos. Leia o primeiro deles, o "Muribeca". Mas antes, confira ao lado uma das ilustrações, publicadas no livro, feita pelo meu amigo Jobalo, artista plástico pernambucano que hoje mora em Milão, na Itália. O projeto gráfico mais uma vez é de minha querida Silvana Zandomeni.
[fonte]

Uma Breve História do Mundo - Geoffrey Blainey
Do autor Geoffrey Blainey, Uma breve história do Mundo foi um dos livros mais vendidos e lidos em 2009, para continuar na lista em 2010. A obra faz uma retrospectiva da fantástica saga da humanidade, magistralmente compilada desde seus primórdios até os alucinados dias em que vivemos. O autor, que é um dos mais aclamados historiadores da atualidade, diz que é como ver a paisagem pela janela de um trem em movimento.
[fonte]

Noite na Taverna - Álvares de Azevedo
O livro está dividido em sete capítulos. O primeiro capítulo faz uma introdução, traça o cenário (uma taverna) e apresenta os personagens. O último finaliza a história anterior e o livro simultaneamente, dando um caráter de realidade às histórias narradas pelas cinco personagens. O diálogo inicial entre Satã e Macário, que é o final de outro livro de Álvares de Azevedo, Macário, demonstra que o que se vai ler é algo cheio de vícios. Além disso, uma característica da obra é a visão idealizada do amor, pois só o amor seria capaz de corrigir todos os males.
[fonte]

Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
Tendo como personagem principal um anti-herói, que se chama Leonardo, "Memórias de um Sargento de Milícias" relata seus esforços para driblar as adversidades de sua condição social e, ao mesmo tempo, se aproveitar ao máximo dos intervalos de sorte que tem na vida. São esses os mesmos motivos que impelem a grande maioria das personagens do romance.
[fonte]

O Perfume, História de um Assassino - Patrick Süskind
Inspirado nas teorias de Sigmund Freud. O livro conta a história de um homem que possui um olfato extraordinariamente apurado mas não possui cheiro próprio.
A história situa-se no século XVIII, em Paris, depois em Auvergne, em Montpellier, em Grasse e finalmente retorna a Paris. O protagonista, Jean-Baptiste Grenouille, nasceu no meio de tripas de peixe atrás de uma banca, onde a mãe, que algumas semanas depois foi executada por infanticídios, vendia peixe... Ele tem um olfato extremamente desenvolvido, o que lhe permite reconhecer os odores mais imperceptíveis. Conseguia cheirá–los por mais longe que estivessem e armazenava–os todos em sua memória, também excepcional para relembrar aromas. Esse olfato é sua única fonte de alegria, que ele aproveita para confeccionar, sem a mínima experiência, perfumes de qualidade excepcional.

Eu e Meu Rayban - Um jornalista de PE que esqueci o nome.
Não achei um texto definindo o livro, mas trata-se do relato do jornalista em uma viagem por Portugal.

Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger
O livro narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, um jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova Iorque. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno, depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso da escola.
No regresso a casa, decide fazer um périplo, adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si, como um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha, e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça.

O Hobbit ou Lá e de Volta Outra Vez - J R. R. Tolkien
O Hobbit conta a história de um hobbit chamado Bilbo Bolseiro (Bilbo Baggins no original), que nunca pensara em sair de sua toca grande e confortável, até ser apanhado de surpresa por um mago chamado Gandalf e 13 anões (Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dori, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin Escudo-de-Carvalho). Estes queriam recuperar os seus tesouros que tinham sido roubados por um dragão chamado Smaug. Assim, eles saem em busca da Montanha Solitária com o objetivo de recuperar o que lhes pertence, vivendo muitas aventuras durante todo caminho, que envolvem aranhas gigantes, elfos, trolls e outros seres fantásticos.
[fonte]

Bem, dos livros lidos os melhores foram, exatamente nesta ordem: O Perfume, O Hobbit e Memórias de um Sargento de Milicias. E, dos que eu li completamente, o menos legal foi o Eu e Meu Rayban, que pequei emprestado com uma amiga. Mas teve um livro que nem sequer consegui terminar de ler de tão ruim que foi o: O código da Inteligência do Augusto Cury, eita livrinho ruim da porra!