segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Chi-Chi-Chile - parte 01


O texto inicialmente começava assim:
Sapourra...
Era pra eu tá estudando, mas para isso eu precisaria instalar o cccp... que por sua vez precisa do directx (de alguma versão) instalado, que pra baixar e tá demorando. Então eu resolvi escrever como foi a viagem ao Chile, e sim, antes que eu esqueça... nessapourra!
E deveria contar toda a história da viagem ao Chile que aconteceu em... hm... março desse ano, mas por motivos quaisquer (e eu não me arrisco a tentar lista-los aqui), novamente deixei tudo parado. Postei exatamente três vezes no ano passado, e para não ser pior que em 2011 me senti meio que na obrigação de no minimo deixar empatado e não piorar. Esse texto eu comecei a alguns meses atrás e não terminai, então essa será a primeira parte, sei que a cada tempo que passa fica pior para lembrar, mas melhor que não registrar nada.

Chi-Chi-Chi-le parte 01:


Teve um monte de metas que eu coloquei na virada de 2009 para 2010, entre elas tinha uma visita a Patricia lá na França, mas como o tempo passa o mundo gira e o mundo é uma bola houve algumas mudanças. Houve MUITAS mudanças. Primeiro da Europa para a America do Sul, e depois da França para o Chile, e olhe que quase que não rolava nem isso, mas no fim foram 9 dias fora de casa com um amigo do trabalho e da vida, o destino? Santiago.

O melhor jeito de tentar lembrar tudo é tentar um estilo mini diário, comentando cada dia da viagem, assim como acontece no ótimo livro do Panço o Jason 2001 - uma odisseia na Europa. O estado atual do texto é que foi escrito até o dia 5 de 9, mas aqui vão os 4 primeiros dias. O resto fica para depois, na esperança que não demore tanto quanto o texto anterior sobre o show do NO-FX. 

Dia 1 (05/03/12) Medo de avião? Não.
Eu nunca tinha andado de avião antes, já sabia que avião estatisticamente falando é o meio de transporte mais seguro que existe, mas mesmo assim não pude deixar de pensar que a maioria dos acidentes acontece na decolagem e no pouso e que de Recife até Santiago eu iria experimentar 3 decolagens e 3 aterrissagens. Pensei que sentiria mais medo, mas foi bem sussa. Passei a acreditar mais na engenharia quando estava lá em cima com as nuvens parecendo vaporezinhos lááááá embaixo. E passei a ter mais fé ao sentir realmente, e do lado de dentro, que aquele trambolho enorme e pesado estava no ar.

Aumentei a fé na raça humana.
O esquema foi Recife à Guarulhos, Guarulho à Buenos Aires, e finalmente Buenos Aires à Santiago. Isso com uma paradinha rápida de quatro horas em Guarulhos, sim estou tentando ser sarcástico. Quatro horas para matar num aeroporto, beber quase sempre é uma opção para assassinar as horas, então foi hora para tomar um chopp. Não me lembro se almoçamos e bebemos ou ao contrário, a única lembrança que tenho é a de que foram caros.

Chopp em Guarulhos.
Segundo avião, mais algumas horinhas sentados, chegamos a Buenos Aires, nem descemos do avião, entra gente, sai gente, o avião sobe novamente. Chegamos ao Chile de madrugada, frio, nós dois eu e Baregonta (Luciano), dois matutos que nunca tínhamos saído do Brasil (eu não tinha saído nem do Nordeste então), em terras estrangeiras. Primeiro choque cultural: coisas funcionando. As vias pelas quais fomos de táxi do aeroporto ao albergue (que equivaleriam as nossas "BR"s) totalmente perfeita, lisinha que parecia um tapete, pra falar a verdade acho que eram privadas com cobrança de pedágio, mas vejam só a cobrança era automática, não precisava parar.

Ficamos no albergue Andes Hostel, com localização muito boa em frente a estação de metrô Belas Artes (), o que se provou ser bem conveniente. Não me lembro mais de que horas chegamos ao albergue, mas acho que era umas 4 horas da madruga.

Visão da janela do albergue, Estacion Belas Artes.

Dia 2 (06/03/12) Dois matutos longe de casa.
Acordei mais cedo que Baregonta, tomei café e fui dar uma volta na rua. Ruas limpas e motoristas educados, coisa de louco, colocou o pé no asfalto os carros param. Nesse dia não percebi, mas por lá o s horários parecem deslocados em umas duas horas, algo como acordar as 8 horas da manhã por lá equivale à acordar as 6 horas por aqui. Pouco menos que uma hora depois me encontrei com Luciano e ficamos perambulando pela cidade e conhecendo alguns pontos turísticos e lojas e essas coisas. Ainda não estávamos acostumados com a língua espanhola e fomos no portunhol.

Conhecemos a Plaza das Armas, Catedral de Santiago, o Mercado Central, Estacion Mapucho, Serro de Santa Lucía e passamos rapidamente pela feira de artesanatos chilena. Tudo isso a pé, acho que andamos cerca de 10 km, bem por ai.

Alguns locais visitados no primeiro dia.
A noite encontramos o casal de amigos nossos chilenos, nos levaram para comer e conhecer um pouco da cidade e a casa deles. Eles iriam se casar alguns dias depois e nós eramos convidados. Fomos a um pub Alemão (acho) e tomamos uma cerveja muito boa, cujo o nome não me lembro, e um hambúrguer com carne de churrasco que nunca tinha comido igual e tão delicioso. Acho que foi aqui que percebi que eles usam abacate como tempero, condimento, algo como ketchup ou maionese. Recebemos as boas vindas, conversamos muito nos despedimos e voltamos ao albergue, nos encontraríamos com eles novamente alguns dias depois.

Cerveza.

Dia 3 (07/03/12) Saindo do Chile
O segundo plano oficial era conhecer vários países da América do Sul, seriam: Peru, Chile, Argentina e Uruguai. Mas só deu pra ser o plano C, não por causa da grana, mas pelo tempo mesmo. Então para não ser uma diminuição muito grande decidimos que iriamos ao menos cruzar a Cordilheira dos Andes, e foi o que fizemos.

Cruzar de avião não dava, tinha que ser mais calmo, mais devagar, para poder ver algo. Fomos a rodoviária e pegamos o ônibus, assim iriamos literalmente atravessar os Andes. Seis horas em um ônibus praticamente vazio vendo belas paisagens e montanhas. Subimos pelo caminho que faz um zigue-zague para poder subir o Andes, vimos marcas enormes de erosão, montanhas enormes, viniculturas, em um momento pudemos ver o ponto mais alto das Américas  o Aconcágua. A última boa surpresa da viagem de ônibus foi belo lago de águas azuis, que as fotos não conseguem mostrar direito. Ainda durante essa viagem houve uma paradinha para a fiscalização. O destino da viagem foi Mendonza, na Argentina.

Panorâmica da rodoviária em Santiago.
Mendonza, o lugar onde você anda de meia noite pelado na rua e não sente frio (tá, tá eu sei que depende da época do ano, mas o clima a noite estava bastante agradável). Chegando na rodoviária nós decidimos ir a pé até o albergue, então Luciano marcou o endereço no GPS e fomos andando, uns 3 km, com as mochilas nas costas. Valeu muito, além de economizarmos uma grana conhecemos o lugar no caminho.

Chegamos ao albergue e dividimos o quarto com dois caras não sei de onde, banheiro apertadíssimo  mas o ambiente era bem legal. Mendonza é uma cidade turística conhecida por seus vinhos, resolvemos comer uma boa comida. O carinha que trabalhava no albergue era um brasileiro que tinha decidido ir viver lá e tinha se tornado um local, puxei papo e ele sugeriu uma rua onde poderíamos comer boa comida, ele era vegetariano, mas sugeriu um lugar onde comeríamos carne, enfim.

Malabarismos no banheiro.
O jantar para mim não foi muito legal, pedi algo que julguei ser bom porque tinha purê, mas na carne veio uma espécie de miúdo de boi, feio e ruim, me lasquei e deixei quase tudo. O garçom na hora de recolher o prato ficou com cara de cu lá e parecia triste porque eu tinha deixado comida no prato. Luciano se deu muito bem, no prato dele veio um pedaço enorme e suculento de carne grelhada com um vinagrete, o ouro, pena que ele tem estômago fraco e ficou passando mal. Tomamos um vinho bem gostoso na janta, que eu levei pelo meio da rua tomando o resto, já que o Bare tava lascado.

Baregota 1 x Eu 0
Nesse dia eu estava com uma camiseta do Família Reggae, um bloco de Afogados que sai no carnaval só  tocando Reggae, a camisa tem as cores da Jamaica e uns desenhos de Bob Marley, dai no caminho pra casa veio um doidão e me ofereceu maconha, que eu acho que tenha sido só por causa da camisa. E no outro dia quando fomos conhecer mais a cidade passamos numa praça que tinha um chafariz de vinho e um hippie me perguntou se eu tinha "porro" que é maconha, eu não tinha, mas não seria mal se eu tivesse. Culturas diferentes, o combo do Mac Donalds por lá vem com um vinho, fera demais.

Dia 4 (08/03/12) Caminhando e andando
Compramos lembrancinhas, alfajores e conhecemos algumas praças. Um fato que precisa ser comentado é que vimos um monte de carros velhos andando lado a lado com carros novos. E quando eu digo carro velho quero dizer carros antigos e carros velhos de verdade, com lataria toda lascada e enferrujada, porém funcionando normalmente. Chegamos até a ver um ônibus que era todo de madeira, e tinha um monte de passageiros dentro. Nesse dia um cachorro ficou seguindo a gente por boa parte de nossa andada, ele meio que nos adotou e nos seguiu por alguns quilômetros.

O velho e o novo.
Resolvemos as coisas no albergue e pegamos o ônibus de volta pra Santiago. Mais seis horas de viagem, dessa vez descansando mais. Aproveitei e fui escutando mp3 do celular rosa que minha namorada tinha me emprestado, deu pra escutar os álbuns completos de  Bezerra da Silva, Leptospirose, Dizzy Gillespie e SNJ até que a bateria morreu; pense numa misturada. Na volta paramos na alfandega, e mesmo com o sol fazia um frio infernal, todas as mochilas do ônibus passaram pela esteira. Aproveitei a parada para trazer uma pedra dos Andes de lembrança. Depois Luciano ficou se perguntando por que não tinha pensado nisso também.

Alfandega Argentina - Chile.
Chegamos de volta ao Chile. Na rodoviária, resolvemos comer por ali mesmo. Pedi uma tal de Chorrilana de Frango e Luciano pediu alguma coisa "A lo pobre". "A lo pobre" é comida para quem tá com fome, é comida pra encher o bucho (assim nos disse Iga o nosso amigo chileno a quem estávamos visitando) e vem com 2 ovos fritos... deveriam ser fritos, os de Luciano vieram praticamente crus. Agora estávamos empatados em desastres culinários, 1 a 1. Não me lembro se chegamos a jogar fliperama, mas tinha umas maquinas por lá, andamos de volta ao metrô e descemos na estação em frente ao albergue, a escolha daquele começava a se mostrar sábia.

Chorrilana de Frango e suco rojo.
Aqui termina a primeira parte da aventura, em menos de 2 anos eu coloco a continuação. Alguém lê isso?

sexta-feira, 1 de junho de 2012

2 anos do show do NOFX e o resto da história.

Hm... onde eu parei mesmo?

Parte II (dois, seu burro).
Ah... tah.... parei depois do fuminho do capeta e o novo bordão "pra mim ta limpeza", se quiser ler tá aqui. A gente já tava chegando, e paramos num botequinho de beira de estrada, um misto de boteco com mercadinho, se a memória não falha. Já estávamos há quase 12h na van e o que mais queríamos naquele momento era chegar, então perguntamos a pessoa lá quantos quilômetros faltavam mais ou menos para chegar em Fortaleza e recebemos em troca a pérola: "vocês querem a quilometragem em espaço ou em tempo?", sei que a intenção foi boa, mas QUILOMETRAGEM em tempo é foda!

Seguimos. Chegamos e já paramos no local do show para pegar os ingressos. Pense numa alegria, parecia um monte de tabacudos, acho que naquele momento eramos mesmo tabacudos. Tabacudos e sujos, 12h numa van passando por um calor desgraçado e sem tomar banho. Só que o combinado foi bate e volta, então não tinha pousada, nem albergue nem nada.

E na frente da enrada.
Fomos andando com a van e entramos numa rua que ficava ao lado do local do show, todos pensando em como descolar um banho. Foi quando cogitamos entrar com uma van num motel pra poder tomar o banho, detalhe é que tinha só uma menina acompanhando a gente, Juliana. Paramos na frente do motel e fomos conversando, o cara da portaria disse que ia falar com a gerente, ela disse que só poderiam no máximo entrar 3 pessoas.

Três marmanjos toparam e entraram no motel tomaram banho, assistiram ao pedaço de um jogo e ainda fizeram uma lara. Não sei quão caro saio o banho, mas o nosso foi mais trash.

Voltamos pra rua e ficamos matutando como poderiamos tomar um banho que não fosse muito caro, foi quando eu vi um homem e duas mulheres vindo na nossa direção. Pensei: vou ariscar, acho que o diálogo foi  mais ou menos assim:
- Oi tudo bem?
- Tudo
- Vocês moram aqui perto?
- Sim a gente mora logo ali.
- A gente vei de Recife pra um show e estamos todos sujos, com vontade de tomar um banho. Vocês estão a fim de ganhar uma grana?
Nessa parte o motorista se meteu na conversa e resolveu o resto, iriamos tomar banho na casa de um local por cinco reais à cabeça, foi um bom negócio no fim das contas. Fomos tomar o banho lá na casa, ai a parte engraçada, o banheiro não tinha porta, tinha uma pano pendurado que servia como porta, e perto tinha um ventilador que toda vez que apontava para o pano ele se levantava e era seguido por risadinhas. Risadinhas dades pelas meninas que moravam na casa e pelo jeito nunca tinham visto um homem nú, tenso e engraçado ao mesmo tempo. Eibsong (o gordinho RKL) comenta:
caramba, eu não me lembro, assim... Tenta adicionar a cena que as mulheres da casa estava brechando a galera na hora que estava tomando banho, isso seria bom!
Lembro que teve um engraçadinho que ainda deu um cagão na casa NA MAIOR MORAL!!! estilo sentado cagando e lendo como se fosse em casa. Bem, depois do banho a gente tomou uma bebida tosca perto da van, na frente da casa, era fim de tarde quase noite, a bebida era uma mistura de redbull com laranjada Coca Cola e vodka. E tudo tava lindo para irmos ao show que ficava bem pertinho, cerca de uns duzentos metros da casa.

Bebida com poderes de reenergização.
Caminhamos até a frente do local do show e entramos. Enfim no show, entrei fui logo procurar um lugar para comprar uma cervas e minha surpresa não foi muita ao encontrar uma galera massa de Pernambuco e redondezas por lá, vi: Julio, Diego, Trenda (não é de PE, mas enfim) e Renan. Provavelmente tinha mais gente do movimento daqui por lá, mas eu não vi, ou se vi esqueci depois desses dois anos. Troquei algumas palavras com o povo e fui elevar meu espírito para o show -beber e jogar conversa fora, rir, com o povo.

Eu já tinha visto a tenda de vendas da banda quando entrei mas só depois de pegar acerva é que fui lá. Arrisquei o meu inglês para comprar uma camisa official do NOFX, que achei que seria da Fat Wreck Chords, mas tinham sido fabricadas aqui no Brasil mesmo. Comprei a dita cuja (que uso até hoje) e ganhei um poster do show, todo mundo que comprava algo ganhava um poster do show. Mas o foda era ficar segurando o poster durante o show, consegui pegar uns três, alguns que estavam no chão e escondi atrás de umas cadeiras e fui assistir.

E fomos curtir o show, que começou assim:


E foi muito foda, muita música massa, é NOFX  né? O El Hefe pedindo pipoca, o povo sem entender,  as chatisses tipicas do Fat Mike, tava tudo lá. Em algum momento alguém levantou a bandeira de Pernambuco e ficou dançando no meio da multidão, dai o Fat Mike perguntou se aquela bandeira tinha a ver com o movimento gay. Hilário.

Tem um cartunista do jornal O Povo do Ceará que tem um blog que eu frequento muito, o Guabiras, e algumas semanas antes tinha rolado um concurso para ganhar uma zine dele, que ele estava lançando, quem postasse nos comentários primeiro ganhava, e dai eu consegui ficar entre os primeiros e para que não fosse gasto dinheiro com o frete, como eu e ele iriamos assistir ao show, marcamos dele me entregar a zine lá mesmo no show do NOFX.
Olha ai a figura, com seu filho e também personagem de suas tiras, o Luís Henrique.
Era pra ganahr somente um exemplar do Zine, terminei ganhando dois. Tentei entregar um exemplar ao Fat Mike durante o show, mas ele ficou com cara de cu sem entender nada.

Seguei ai mais um pouco do show.


Quando terminou fui atrás dos meus lindos posteres e... o lugar mais limpo, nao tinha porra nenhuma de poster nem nada. Fui lá na barraquinha e apelei de novo para o doidão que tava vendendo as paradas lá. Falei algo como se o meu poster tivesse sido amassado durante o show e ele me deu outro, tudo isso em inglês porco e o cara lá, gringo, com cara de assustado. Esse poster virou quadro, e tá pendurado no meu quarto.

Acabou-se o show e fomos para rua perambular e esperar o fela do motorista voltar do lugar onde ele tinha ido dormir, foi ai que rolou uma trêta que não sei bem explicar. André Chaparral tava com uma camisa de Pernambuco e acho que alguém foi tretar com ele, que não deixou barato, claro. O resumo dele sobre o evento:
Treta não. Eu chamei o cara de puto e disse pra ele dar uma tapa!!!
kkkkkkkkkkk
Ele veio tirar onda com a camisa de pernambuco, dizendo que era de viado e tal!
Depois disso nada mais, descanso total no delicioso chão do posto de gasolina.

[COLOCAR A FOTO AQUI DO POVO DORMINDO NO POSTO]

A volta pareceu bem mais rápida que a ida, sempre é asism né? Ficamos escutando as rádios por onde passavamos e paramos em algum lugar para comer, que era bem rústico, tipo quase tudo feito de madeiras e cipós e tinha tipo umas galinhas e talz, sei lá. Nessas rádios que viemos escutando no caminho, outro bordão surgiu, uma música foda do Paulo Diniz, Um chopp pra distrair.

O tempo passou e as lembranças ficaram para sempre. Agora estou esperando aqui outra oportunidade pra sair numa trip do mal com essa galera massa (DOSOL 2012?), porque essa foi boa demais. 

Até mais e obrigado pela Vodka.
PS: Eles vão fazer dois shows esse ano aqui no Brasil, mas não vão passar pelo nordeste. =/

segunda-feira, 13 de junho de 2011

when 30 summers pass*

*plágio (e adulteração) do título da música When 20 Summers Pass (da banda Shelter) =D

Sexy até demais! =D
Faz tempo venho pensando em escrever esse post, e hoje o dia chegou. Trata-se do meu aniversário de 30 anos. Pow, REALMENTE PASSA RAPIDO. Você vai tirar um cochilo com 13 anos e se acorda com 30. Incrivel. Estava pensando em fazer uma estatistica sobre esses trinta anos (mais nerd impossivel), com os fatos relevantes que tive na vida, mas no fim das contas... eu fiz mesmo, não do modo como queira, e ficou algo assim:
Trinta primaveras,... Er, desisti de novo.
Está ai uma coisa que se demora a descobrir, como você é mesmo. A visão que você tem de si próprio. Lembro como se fosse ontem meu aniversário de 13 anos, esse número sempre significou algo para mim, não somente por ser o dia do meu aniversário, eu realmente simpatizo com esse número, e espero que me dê a longevidade do Zagallo (jurava que ele já tinha morrido). Bem no meu aniversário de 13 anos estávamos na copa de 94, que foi inesquecível pra mim, e eu me lembro de estar na chuva, um pouco triste, não sei o porquê, mas com chuva e eu voltando para minha casa, vindo da casa da minha avó, enfim. E voltando ao inicio desse parágrafo a visão que tenho de mim mesmo hoje é a de um cara que vive até o ultimo instante as fases da vida.

Como assim? Tipo, extendendo tudo, infância até os 16 adolescência até os 30. Mas já sinto as inquetações, as mudanças, nada forçado, tudo natural, da vida adulta vindo. Isso é bom, é algo novo. Para falar a verdade nem é tão legal. Legal seria parar no tempo em uma fase boa da vida, mas se existem lembranças boas e saudades esses são os atestados de que a vida está valendo, então carry on.

Vim escrever isso para servir de registro, para que eu possa ler isso daqui a alguns anos, aos trinta e um? quarenta? Independente. Mainha está na sala assistindo tv e painho na cozinha, provavelmente beliscando alguma coisa. Sou feliz agora e queria ter a consciência disso. =D

Em tempo, hoje está um dia comum aqui na rua, os guris brincando, as luzes amarelas dos postes e a penumbra entre eles. Hoje vim do trabalho escutando Boom Boom Kid e tocou uma música fera demais La Vida Esta Bien Si No Te Rindes. A letra tem algo a ver com hoje, mas não tudo, ela esta ai embaixo.
It's a little bit complicated (x4)
Always nothing for us, nothing for me
Everybody backs to working again
Life's a gas, and I think of this 24 hours for day, oh yeah
It's a little bit complicated
"Always nothing for us, nothing for me" essa parte não tem a ver com hoje. Mas "Life's a gas" tem, e inclusive já pensei, e tenho vontade de fazer, uma tattoo com essa frase, mas não só por essa música, por uma do Ramones, chamada... thanananam... Life's a gas.

Mas essas musicas são meio tristinhas e hoje não é dia de tristeza. Certa vez li em um messenger da vida: "Os homens são como os vinhos: a idade azeda os maus e apura os bons". Não quero, e nem vou, azedar, então uma música mais animada para fechar esse post, e que tem a ver com o dia.

domingo, 10 de abril de 2011

criando o poster do primeiro show do perna preta

Faz um tempinho que voltei a frequentar shows de bandas independentes daqui de PE, e nesses shows conheci uma porrada de gente sussa, e muita gente de bandas e envolvida na cena. Depois de algum tempo socializando (ou antisocializando, sou chato páca) surgiu o convite para participar de um coletivo com o objetivo de promover a cena rock independente organizando shows e etc. Após alguma conversa o coletivo foi criado com o nome Perna Preta.

Logo (temporário?) do Perna Preta.
Bem, vou logo dizendo que todos perguntam o porquê do nome Perna Preta, e eu vou logo adiantando que explico em outro post. O lance aqui é que organizamos o primeiro show, e terminei ficando responsável pela criação do cartaz do show. Então pus aqui como foi a criação do mesmo, nos passos abaixo dá pra ver os rascunhos e as versões antes da versão final.
Scan tosco do rascunho feito a lápis (clica que fica grande).
Essa primeira imagem foi a idéia inicial, como era aperreio auditivo imaginei que teria que ter algo relacionado a orelha, dai pus um cara com um funil na orelha, onde entraria todo o aperreio. Então fui desenhando em outra parte do papel (a esquerda do boneco) o que poderia ser enfiado dentro do funil. Não desenhei direto porque não tinha espaço no A4, já que tinha o título logo acima do boneco, mas tipo eu já tinha colocado alguns comentários para não me esquecer de nada. Dai depois de rascunhado e scaneado foi a hora da primeira montagem, ou rascunho.

Primeiro rascunho do cartaz.
Rascunho simpleszão, só com o desenho e os nomes no lugar. Então eu dei uma outra olhada no cartaz e viajei total, tudo isso porque fui ver os cartazes dos outros shows e achei tudo muito profissa, e o meu muito preto e branco, então decidi enfeitar o lance.

Cartaz enfeitado e rejeitado.
Eu ainda nem tinha terminado ainda. O cartaz ia ficar muito mais colorido, dai fui pedir a opinião da galera do coletivo pelo facebook e...

Comentários.
Okay, a maioria é quem manda, e foi até bom, pq no final das contas gostei mais do novo cartaz. Com as opiniões eu saquei que queriam algo mais próximo do rascunho original, então fiz mais algumas versões.

Versão 02.

Versão 03.
Mas eu sentia que faltava algo, tinha rolado uma sugestão de por alguma frase engraçada e talz, dai eu me lembrei de um zine punk inglês que tinha algo como: "for punks girls". A idéia que peguei foi o cara mudando de opinião depois de ter escrito que a zine era para punks e dando uma de espertinho, meio que, convidando as meninas =). E depois teve a idéia de mudar a bola oito ali em cima para uma bomba, então ficou assim.

Obra de arte =).
A cereja no bolo foi "ligar a televisão", o insight foi me lembrar daquela menina louca da música "Friday" (veja por sua conta e risco), sei lá o nome dessa desgraça, acho que o nome da mina é Rebecca. Então pronto, terminei, mas talvez mudemos a banda Nação Corrompida pela Xico Xavier.

PS: Ahhhhhhhh sim! Já ia esquecendo, esse vai ser o primeiro show da minha banda, Veneno. Acho que merece uma resenha do show depois, se a prequiça deixar. =D

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

promessas e metas para 2011

Hmm... fim de ano chegando (faltam 6 horas pra 2011) e decidi escrever algumas metas e promessas pra 2011. De alguma forma vai servir para documentar o que quero agora e para verificar ao final do próximo ano o quanto eu andei. Outra é pra ter metas bem definidas, já que acabei o mestrado e estou sem uma meta bem definida ainda. Bem, este vai ser um post rápido porque tenho que me preparar para que no momento da virada eu esteja elegante o suficiente (eu diria bonito a altura) para beber a deliciosa Sidra Cereser, encher a pança de peru e desejar (mesmo que não seja mesmo um desejo de verdade e só palavras saindo da minha boca) um feliz ano novo para toda a vizinhança (já vi que não vou nem precisar fazer a barba). Sem falar em rir desse monte de gente que fica "bonita" na noite de ano novo, é a maior concentração de chapinha por metro quadrado já vista em um bairro, mas bem... lets go!...

...para facilitar as coisas vamos separar por promessas e metas, primeiro promessas.
  1. Fazer a barba pelo menos três vezes por semana. Atualmente eu faço semanalmente, e olhe que tem época que eu passo mais tempo.
  2. Prometo que esse ano eu ponho aparelho nos destes pra consertar alguns problemas.
  3. Prometo que vou falar menos palavrão.
  4. Prometo que vou me dedicar mais a minha familia, ou seja, sair mais com meus pais, inclusive ir assistir a um jogo na Ilha do Retiro com meu Pai, e viajar com os coroas pra passar um fds viajando pelo litoral sul.
  5. Confiar mais na minha intuição do que na minha razão, e também deixar de ser tão racional pra um monte de coisas, principalmente em relacionamentos.

No momento só me lembro dessas, mas deve ter mais, sei lá. Metas:
  1. Reduzir o índice de massa gorda de 14% para 12% (isso o cara da academia passou para ser em 3 meses, mas eu estou colocando para 1 ano, hehehe)
  2. Alcançar 50% da minha meta de salário no ano que vem, se eu terminar de revisar o meu mestrado vai pra bem perto disso, mas o cnpq é uma roleta, então... =(
  3. Começar com os planos de abandonar o ninho. É meu amigo, sair de casa, já está mais que na hora.
  4. Tocar em pelo menos 6 shows com minha banda. E se der, um fora de PE.
  5. Ir ao Rock In Rio.
  6. Ir visitar Patricia, na França, junto com Luciano e passar 1 mês pela Europa mochilando.
  7. Já ia esquecendo, participar de duas corridas de rua. \o/
Pronto isso já está suficiente, acho que vou ter muito o que fazer durante 2011. =D

FELIZ ANO NOVO!!!

sábado, 18 de dezembro de 2010

livros lidos em 2010

Esse ano foi até legal em literatura pra mim, mas não bati o meu recorde de 12 livros em um ano. Neste foram nove, com a desistência de leitura de dois, de ruins que eram. Ai a lista dos livros. =D

Jason 2001: Uma Odisséia na Europa - Leonardo Panço
Este livro reúne diários de viagem que o jornalista e guitarrista Leonardo Panço escreveu durante as principais turnês do Jason pela Europa e pelo Nordeste do Brasil. "É bom lembrar que cada texto desse livro foi escrito em um ano diferente, ou uma época distinta. É uma compilação de cinco espécies de diários. Nada mais. Não tem meio, começo, fim, essas coisas literárias", explica Panço. Um curioso e divertido retrato sobre o que é ter uma banda independente e cair na estrada para fazer shows, tudo muito bem ilustrado com fotos, cartazes dos shows, discografia da banda e outras coisas mais!
[fonte]

Angú de Sangue - Marcelino Freire
Publicado em 2000, "Angu de Sangue" foi o meu primeiro livro a sair por uma editora. Graças à indicação do crítico literário João Alexandre Barbosa, que, além de me apresentar à Ateliê Editorial, acabou escrevendo o prefácio. O livro reúne 17 contos. Leia o primeiro deles, o "Muribeca". Mas antes, confira ao lado uma das ilustrações, publicadas no livro, feita pelo meu amigo Jobalo, artista plástico pernambucano que hoje mora em Milão, na Itália. O projeto gráfico mais uma vez é de minha querida Silvana Zandomeni.
[fonte]

Uma Breve História do Mundo - Geoffrey Blainey
Do autor Geoffrey Blainey, Uma breve história do Mundo foi um dos livros mais vendidos e lidos em 2009, para continuar na lista em 2010. A obra faz uma retrospectiva da fantástica saga da humanidade, magistralmente compilada desde seus primórdios até os alucinados dias em que vivemos. O autor, que é um dos mais aclamados historiadores da atualidade, diz que é como ver a paisagem pela janela de um trem em movimento.
[fonte]

Noite na Taverna - Álvares de Azevedo
O livro está dividido em sete capítulos. O primeiro capítulo faz uma introdução, traça o cenário (uma taverna) e apresenta os personagens. O último finaliza a história anterior e o livro simultaneamente, dando um caráter de realidade às histórias narradas pelas cinco personagens. O diálogo inicial entre Satã e Macário, que é o final de outro livro de Álvares de Azevedo, Macário, demonstra que o que se vai ler é algo cheio de vícios. Além disso, uma característica da obra é a visão idealizada do amor, pois só o amor seria capaz de corrigir todos os males.
[fonte]

Memórias de um Sargento de Milícias - Manuel Antônio de Almeida
Tendo como personagem principal um anti-herói, que se chama Leonardo, "Memórias de um Sargento de Milícias" relata seus esforços para driblar as adversidades de sua condição social e, ao mesmo tempo, se aproveitar ao máximo dos intervalos de sorte que tem na vida. São esses os mesmos motivos que impelem a grande maioria das personagens do romance.
[fonte]

O Perfume, História de um Assassino - Patrick Süskind
Inspirado nas teorias de Sigmund Freud. O livro conta a história de um homem que possui um olfato extraordinariamente apurado mas não possui cheiro próprio.
A história situa-se no século XVIII, em Paris, depois em Auvergne, em Montpellier, em Grasse e finalmente retorna a Paris. O protagonista, Jean-Baptiste Grenouille, nasceu no meio de tripas de peixe atrás de uma banca, onde a mãe, que algumas semanas depois foi executada por infanticídios, vendia peixe... Ele tem um olfato extremamente desenvolvido, o que lhe permite reconhecer os odores mais imperceptíveis. Conseguia cheirá–los por mais longe que estivessem e armazenava–os todos em sua memória, também excepcional para relembrar aromas. Esse olfato é sua única fonte de alegria, que ele aproveita para confeccionar, sem a mínima experiência, perfumes de qualidade excepcional.

Eu e Meu Rayban - Um jornalista de PE que esqueci o nome.
Não achei um texto definindo o livro, mas trata-se do relato do jornalista em uma viagem por Portugal.

Apanhador no Campo de Centeio - J. D. Salinger
O livro narra um fim-de-semana na vida de Holden Caulfield, um jovem de 16 anos vindo de uma família abastada de Nova Iorque. Holden, estudante de um reputado internato para rapazes, volta para casa mais cedo no inverno, depois de ter recebido más notas em quase todas as matérias e ter sido expulso da escola.
No regresso a casa, decide fazer um périplo, adiando assim o confronto com a família. Holden vai refletindo sobre a sua curta vida, repassa sua peculiar visão de mundo e tenta definir alguma diretriz para seu futuro. Antes de enfrentar os pais, procura algumas pessoas importantes para si, como um professor, uma antiga namorada, a sua irmãzinha, e tenta explicar-lhes a confusão que passa pela sua cabeça.

O Hobbit ou Lá e de Volta Outra Vez - J R. R. Tolkien
O Hobbit conta a história de um hobbit chamado Bilbo Bolseiro (Bilbo Baggins no original), que nunca pensara em sair de sua toca grande e confortável, até ser apanhado de surpresa por um mago chamado Gandalf e 13 anões (Dwalin, Balin, Kili, Fili, Dori, Nori, Ori, Oin, Gloin, Bifur, Bofur, Bombur e Thorin Escudo-de-Carvalho). Estes queriam recuperar os seus tesouros que tinham sido roubados por um dragão chamado Smaug. Assim, eles saem em busca da Montanha Solitária com o objetivo de recuperar o que lhes pertence, vivendo muitas aventuras durante todo caminho, que envolvem aranhas gigantes, elfos, trolls e outros seres fantásticos.
[fonte]

Bem, dos livros lidos os melhores foram, exatamente nesta ordem: O Perfume, O Hobbit e Memórias de um Sargento de Milicias. E, dos que eu li completamente, o menos legal foi o Eu e Meu Rayban, que pequei emprestado com uma amiga. Mas teve um livro que nem sequer consegui terminar de ler de tão ruim que foi o: O código da Inteligência do Augusto Cury, eita livrinho ruim da porra!

domingo, 10 de outubro de 2010

uma consideração sobre o ser humano

As vezes você está fazendo algo banal sem se preocupar com nada e de repente vem a resolução de algum problema que você passou um bom tempo pensando e nunca conseguiu resolver, ou mesmo dá um estalo e vc pensa "pow! mas como eu não percebi isso antes".

Lembro que uma vez eu estava fazendo abdominal na academia e surgiu na minha mente a resolução de um problema que eu estava tendo no trabalho (sou engenheiro, ou melhor, mestre ;)). Hoje aconteceu algo parecido comigo, algo a respeito da natureza do ser humano.

Ao assistir o filme Avatar (o do desenho animado e não dos bichinhos azuis) num determinado momento surgiu no diálogo a frase "você tem que deixar o seu sentimento fluir". Eu como fui muito racional durante boa parte da minha vida sempre ficava empatando meus sentimentos, tipo eu queria fazer algo e me segurava, sentia coisas e não mostrava, hoje num filme bem mais ou menos um estalo desses aconteceu.

O ser humano é composto de razão e emoção, se você impede um desses você não está vivendo plenamente como humano, engraçado né? Você já parou para pensar nisso?